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Objetivo é ampliar, gradativamente, o número de passageiros para reequilibrar o sistema público de transporte; prefeito encaminhou projeto de lei com o novo valor para aprovação da Câmara de Vereadores

O prefeito Marcelo Belinati anunciou ontem (3), em entrevista coletiva, que o preço da passagem do transporte coletivo em Londrina será reduzido de R$ 4,25 para R$ 4,00. Um projeto de lei (PL) será encaminhado à Câmara Municipal nesta terça-feira (4), com a solicitação de uma sessão extraordinária para debater, em caráter de urgência, o novo valor da tarifa. O ofício (nº 001/2022) para essa finalidade já foi enviado ao Legislativo.

Caso a pauta seja aprovada pelos vereadores, o preço da passagem do serviço de transporte público para 2022 será diminuído para R$ 4,00 imediatamente. Segundo o prefeito Marcelo, a estratégia é uma tentativa de atrair novamente o público que deixou de utilizar os ônibus desde o início da pandemia, oferecendo um preço menor. Com maior número de usuários, a ideia é aumentar gradativamente a arrecadação por meio de uma passagem mais acessível, buscando reestruturar e reorganizar o sistema público de transporte, sem causar prejuízos aos serviços atuais.

No final de dezembro, as duas empresas que operam o serviço de transporte coletivo em Londrina, a TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) e a Londrisul, haviam solicitado à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) um reajuste de aumento no valor da tarifa para R$ 10,25 e R$ 9,19, respectivamente, conforme as planilhas de custos operacionais apresentadas.

Além da redução no valor unitário da passagem, o novo PL apresentado pelo prefeito Marcelo Belinati prevê o custeio integral, com recursos próprios municipais, da passagem de ônibus para pessoas idosas, com deficiência física, mental, sensorial e seus acompanhantes, trabalhadores das forças de segurança, pessoas com câncer que estejam em tratamento de quimioterapia ou radioterapia, entre outras que já possuem a gratuidade no sistema de transporte, em conformidade com a Lei Municipal 12.641/2017.

Conforme o projeto, o Executivo também arcaria com o custo da eventual diferença necessária para cobrir valores referentes ao serviço de transporte público, visando estabelecer um menor valor possível na tarifa e garantir a manutenção do equilíbrio econômico financeiro deste serviço.

De acordo com o prefeito, o valor aproximado de R$ 10,00 na passagem proposto pelas empresas é impraticável e inviabiliza o funcionamento equilibrado do transporte coletivo. “Entendemos que trata-se de um problema global, agravado pela pandemia, mas ninguém tem condições de pagar isso para andar de ônibus, é algo inaceitável. Nessas condições, o cidadão com certeza buscaria outros meios de transporte, optando por diferentes tipos de veículos, os carros de aplicativo e outras alternativas mais viáveis. Por isso, ao invés de aumentar o valor, estamos seguindo o caminho inverso e reduzindo a tarifa para que as pessoas voltem a usar o transporte coletivo. Com este retorno, seria mais fácil readequar o sistema arcando com o custo de sua operação, garantindo os salários dos funcionários e a qualidade do serviço. Se for do entendimento da Câmara, o novo valor passa a ser praticado imediatamente em Londrina”, ressaltou.

Ainda segundo o prefeito, análises técnicas do Município apontam que hoje, em Londrina, apenas cerca de 67% dos usuários que andavam de ônibus antes da pandemia continuam utilizando o serviço regularmente. “Caso conseguíssemos elevar este público novamente, alcançando uma média de 90% a 100% dos passageiros de antes, isso seria suficiente para mantermos o equilíbrio para custeio financeiro do sistema. Queremos que as pessoas voltem a usar o transporte público, e até poderíamos ter futuras reduções de tarifa, dependendo de como este cenário se formaria, é claro. Mas é fato que hoje há uma diferença que não cobre o valor do serviço como um todo. Diminuindo o custo e atraindo os passageiros, existe mais chances de reorganizarmos o sistema, melhorarmos a qualidade do serviço e diminuirmos ao máximo os prejuízos aos usuários”, destacou.

O prefeito acrescentou que essa estratégia de redução gradual foi adotada com sucesso por algumas cidades brasileiras. Ele citou Araucária, no Paraná, como exemplo disso, reforçando que este município realizou a sexta redução consecutiva no valor da tarifa, atualmente em R$ 1,70. “Teremos análises constantes para acompanhar a aplicação da nova tarifa e verificar a eficácia dessa nova estratégia, mas é necessário tentarmos alternativas inteligentes e inovadoras que tragam possibilidades de solução para os problemas no transporte público”, concluiu.

O presidente da CMTU, Marcelo Cortez, disse que a redução da tarifa para R$ 4,00 pode resgatar o público, em um cenário onde um possível aumento significativo no valor da passagem preocupava a população. “É sempre importante lembrar que, desde o início da pandemia, trabalhamos diariamente com a manutenção e controle do transporte coletivo, realizando as intervenções quando necessário. Este sistema precisa ser viável e atrativo, e sua reorganização passa por um trabalho permanente de acompanhamento”, apontou.

O atual preço da passagem do transporte coletivo no valor de R$ 4,25 não é alterado há cerca de três anos, ou seja, tendo o último aumento ocorrido em janeiro de 2019.

NCPML

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