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Em live transmitida domingo (14), Marcelo frisou que o Município tem feito todos os esforços possíveis, mas é preciso que a população respeite as medidas sanitárias

No domingo (14), em live transmitida pelas redes sociais, o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, comentou a situação atual da pandemia da Covid-19 e fez um apelo para que a população respeite as medidas sanitárias.

Segundo Marcelo, desde o início da pandemia, o Município tem feito todos os esforços possíveis, tendo contribuído para a implantação de 350 leitos novos, de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria, no hospital de retaguarda do Hospital Universitário (HU).

Ele também informou que, em cumprimento a uma decisão da Justiça Federal do Paraná, que deu ganho de causa ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público Estadual (MPE), o governo federal deverá custear a qualificação, no HU, de 40 leitos semi-intensivos. O hospital continuará a receber apoio da Prefeitura, que cederá profissionais de saúde e disponibilizará equipamentos como respiradores e oxímetros, entre outros.

Ontem, pela manhã, Prefeitura entregou mais 25 respiradores para o Hospital Universitário (HU), para atendimento aos pacientes de Covid-19.

O prefeito ressaltou, porém, que o sistema de saúde passa por um momento delicado e a colaboração de todos os munícipes é essencial para a superação das dificuldades. “Londrina conta, hoje, com uma infraestrutura de saúde maior até do que a de alguns estados brasileiros. Porém, o sistema tem um limite e está ficando cada vez mais sobrecarregado. Nossos profissionais estão enfrentando situações dramáticas, e vivenciando muito sofrimento. Por isso, peço a todos os londrinenses que não se aglomerem, usem as máscaras de proteção e higienizem as mãos com álcool gel. Sabemos que a vacinação vai resolver a pandemia, porém, até lá, é preciso que cada pessoa cuide de si e daqueles que ama”, enfatizou.

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, frisou que, com a chegada de novas cepas do vírus, que são mais agressivas, muitas pessoas mais jovens têm evoluído para quadros graves da doença, necessitando de internação.

“Os nossos profissionais de saúde estão se dedicando ao combate à pandemia há um ano. As equipes estão dando o seu máximo e seguindo uma rotina exaustiva. Apesar disso, uma parte da população não está levando o vírus a sério. Por isso, peço que todo cidadão londrinense se conscientize para que possamos superar essa situação. Se cada um fizer a sua parte, evitando se infectar e transmitir a doença para os outros, será possível atender aqueles que precisam”, afirmou Machado.

Números

Durante a live, as autoridades municipais divulgaram dados atualizados sobre a pandemia em Londrina e no Paraná. De acordo com as últimas informações, o estado contabiliza 1.238 pacientes aguardando internação em leitos especializados para Covid-19, sejam de enfermaria ou UTI. A distribuição por macrorregião é de 94 pacientes na lista de espera da macro norte, cuja maior cidade é Londrina; 178 na macro noroeste (Maringá); 271 na macro oeste (Cascavel); e 695 na macro leste (Curitiba).

A taxa de ocupação de leitos de UTI, também dividida por macrorregião, é de 98% para a leste; 99% para a oeste; 93% para a noroeste e de 96% para a norte. No Paraná, como um todo, o índice é de 97%.

Em Londrina, a porcentagem de ocupação de leitos é de 57% para enfermaria geral (SUS e privado); 83% para UTI geral adulta; 66% para UTI geral pediátrica; 100% para enfermaria Covid-19 (SUS); 96% para UTI Covid-19 adulta (SUS); e 21% para UTI Covid-19 pediátrica (SUS).

A faixa etária com o maior número de casos da doença, na cidade, é a das pessoas entre 20 e 39 anos, com 17.706 diagnósticos (42,90% do total). Com 23 óbitos, esse segmento registrou 2,92% de todas as mortes. Já as pessoas com idade entre 40 e 59 anos contabilizam 13.808 casos (33,45%) e 114 óbitos (14,47%). O segmento com maior mortalidade é o dos idosos acima de 60 anos, com 651 óbitos (82,61% do total) e 6.219 casos (15,07%). Já as faixas menos acometidas pela Covid-19 são a de 0 a 9 anos, com 877 casos (2,12%) e nenhum óbito; e o grupo entre 10 e 19 anos, que também não registrou óbitos e totaliza 2.664 casos (6,45% do total).

O último boletim divulgado pela Prefeitura informa que 322 novos casos foram confirmados no município, elevando o total de diagnósticos, desde o início da pandemia, para 41.274. Desse montante, 39.963 pacientes evoluíram para a cura e 788 vieram a falecer. Entre sábado (13) e domingo (14), foram registrados três novos óbitos e 240 curas. A média móvel diária de casos permanece estável na cidade, com 271 na última semana contra 300 no período anterior

NCPML

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