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De 2019 para 2020, houve um aumento de quase 200% no volume de atendimentos registrados pelos CRAS; Município já entregou 500 toneladas de alimento e quase 85 mil cestas básicas

Pensando em atender a população, diretamente afetada com a crise econômica e social gerada pela pandemia do Coronavírus, a Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), tem investido em diversas ações estratégicas desde março de 2020. Uma das primeiras medidas tomadas na Prefeitura de Londrina foi a criação do Plano de Contingência da Assistência Social, que ajudou a fortalecer os trabalhos de proteção à vida e à seguridade social, e estabeleceu ações de forma planejada.

Para se ter uma ideia, segundo o levantamento da SMAS, comparando o ano de 2019 com o de 2020, houve um aumento de 184% no volume de atendimentos registrados em toda a rede dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS). Além disso, 2019 começou o ano com 1.256 pessoas recebendo Benefícios Eventuais Emergenciais (BEE) pagos do governo e encerrou o período de 12 meses somando 2.044 famílias. Já em 2020, a pandemia e a crise econômica alcançaram os brasileiros em cheio e o número disparou, atingindo quase 10 mil famílias dependentes de Benefícios Eventuais Emergenciais, mais especificamente 9.184 em dezembro de 2020.

Com isso, em média, os servidores da assistência social têm realizado 16.593 atendimentos durante a pandemia. Foram distribuídas 500 toneladas de alimentos e quase 85 mil cestas básicas às famílias mais necessitadas. A média de Benefícios Eventuais Emergenciais (BEE) pagos em Londrina está em 9.300 famílias, além dos 2.900 Benefícios de Transferência de Renda Municipal (PMTR) pagos na cidade.

O Município de Londrina entregou também o Benefício Eventual Emergencial com valor diferenciado de R$ 182,00; permitiu a concessão cumulativa de benefícios não monetários e daqueles que somam recursos financeiros com benefícios não monetários; entregou mais 8.720 kits de alimentos, o Cartão Comida Boa no valor de R$ 50,00, pago pelo governo estadual, durante os três primeiros meses da pandemia, e o Auxílio Emergencial no valor de R$ 600,00 e de R$ 300,00 financiados pelo governo federal. Londrina também implantou quatro novos serviços de acolhimento emergencial, sendo um deles específico para o atendimento às famílias, incluindo crianças e adolescentes.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Micali, a situação de vulnerabilidade social deve ser tratada com uma combinação de fatores, principalmente em tempos de pandemia.  “Na pandemia, a população sofre sérias contingências e ameaças à vida de várias formas. Essa situação se configura como o estopim de muitas situações de exclusão, muitas vezes, associadas a outras já instaladas, que precisam de atendimento. Por isso, a crise econômica e social impacta significativamente na vida das pessoas acolhidas e aumenta a demanda pelos seus serviços e benefícios sociais”, explicou Micali.

Para tanto, a pasta descentralizou o serviço de atendimento ao Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), chegando a 20 postos de atendimento, graças a contratação de mais 15 entrevistadores temporários. Foram feitas 10.665 atualizações no Cadastro Único para Programas Sociais 2020, além de outras 6.111 novas inclusões. “Houve um aumento exponencial de mais de 10% na entrada de famílias no CadÚnico. Das quase 60 mil famílias cadastradas na cidade, 72,5% delas recebem até meio salário mínimo por mês. Em 2019, esse número não chegava a 70%”, apontou a secretária de Assistência Social.

Apesar de haver um aumento no número de famílias que recebem até meio salário mínimo por mês, ou seja, até R$ 550,00, os dados mostram que há uma redução drástica no número de benefícios concedidos pelo Programa Bolsa Família, do Governo Federal. Em 2020, apenas 988 benefícios foram concedidos pelo governo federal, enquanto outros 2.614 foram bloqueados ou cancelados. “O que nos desafia hoje são os impactos que a desproteção e a desigualdade social crescentes têm sobre as políticas públicas em geral, mas especialmente sobre a assistência social e a necessidade de pautarmos esse debate como responsabilidade do Estado e da sociedade civil como um todo. Precisamos pensar e agir juntos para fortalecermos o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), para garantir a defesa e a visibilidade da população mais vulnerável”, finalizou a secretária de Assistência Social de Londrina.

Ela reforçou que o aumento de demanda de atendimento foi garantido pelo incremento no orçamento da Secretaria Municipal de Assistência Social no valor de R$ 14 milhões. “Foi uma das prioridades do prefeito Marcelo Belinati no período da pandemia para que aumentasse a proteção social para as famílias de Londrina”, completou Jacqueline Micali.

NCPML

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