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O Índice de Infestação Vetorial Predial (IIVP) foi de 2,9%, o que coloca o município em situação de alerta, conforme classificação do Ministério da Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) apresentou, na terça-feira (29), o resultado do 3º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2021. Com cerca de 10 mil imóveis vistoriados, em todas as regiões da área urbana do município, o Índice de Infestação Vetorial Predial (IIVP) foi de 2,9%, o que coloca o município em situação de alerta, conforme classificação do Ministério da Saúde. O levantamento foi feito de 7 a 19 de junho.

Os dados foram divulgados durante entrevista coletiva, realizada pela internet, concedida pelo secretário da pasta, Felippe Machado, acompanhado pelo coordenador de Endemias, Nino Ribas, e pela diretora de Vigilância em Saúde, Fernanda Fabrin.

O LIRAa também apontou que 90% dos criadouros, com larvas e pupas de Aedes aegypti, foram encontrados em objetos em desuso jogados nos quintais, nos vasos de plantas e em água de chuva armazenada.

Machado disse que o índice de 2,9% coloca o município em um nível intermediário de alerta, o que é visto com preocupação, pois a dengue se tornou uma doença endêmica, que tem se perpetuado ao longo dos anos. “Neste momento as nossas ações serão voltadas à intensificação dos mutirões, pois sabemos que os ovos do Aedes podem sobreviver por até um ano em local seco, sem eclodir. Por isso, quanto mais conseguirmos fazer as remoções, mais teremos resultados positivos no verão. Contudo, nenhuma ação do poder público vai substituir a participação da sociedade civil no combate ao vetor, já que 90% dos criadouros estão nos quintais das pessoas”, frisou.

Ele explicou que a pandemia da Covid-19 fez com que a Prefeitura mudasse a metodologia de trabalho e intensificasse as ações de combate, por isso o LIRAa passará a se tornar um indicador secundário.  “A pandemia nos fez avançar positivamente, pois começamos a adotar outras ferramentas que nos propiciam termos a localização do vetor e da circulação do vírus. Agora, trabalhamos tanto com o indicador de maior incidência vetorial, quanto da incidência de casos notificados, atuando nas duas frentes, para termos melhor resultado”, apontou o secretário.

O LIRAa indicou ainda que região norte foi a que apresentou maior número de focos do mosquito, com 3,8%; seguida pela região oeste, com 3,2%; sul, com 2,9%%; leste, com 2,1%; e centro, com 1,9%. “A região leste, onde sempre iniciava as epidemias, apresentou bom resultado neste levantamento, devido à concentração de esforços da Prefeitura no local, com a realização de ações, como aplicação de Ultra Baixo Volume (UBV), inserção de armadilhas, entre outras. Isso demonstra que, quando trabalhamos com inteligência, a redução de casos e do vetor acontece”, disse o secretário Felippe Machado.

O documento apresentou as localidades com maior infestação, por região. Na zona norte foram: Nossa Senhora Aparecida (19,3%); seguida por Verona (16,7%); Nova Olinda (13,3%); Flores do Campo (12,5%); e Estádio do Café (12,0%). Na região oeste foram: Jockey Club (16,7%); UEL (13,5%); Shangri-lá B (9,5%); Leonor (7,7%); e Sabará (7,6%).

Na região sul, as piores localidades listadas são: Aeroporto (14,2%); Vivendas do Arvoredo (12,8%); União da Vitória (8,8%); Chácaras São Miguel (8,3%); e Cristal (6,4%). Na leste são: Chácara Eucaliptos (30,7%); Felicidade (16,7%); Gleba Lindóia (12,5%); Novo Amparo (7,7%); Armindo Guazzi (7,4%). Por fim, na região central são: Jardim Palmares (11,5%); Santos Dumont (8,3%); CSU (6,5%); Vila Marizia (4,2%) e Vila Nova (3,9%).

A análise de risco epidemiológico aponta maior incidência vetorial, ou seja, presença do mosquito, na região norte (3,82%); seguida pela região oeste (3,19%); sul (2,89%); leste (2,14%); e centro (1,87%). Por outro lado, indica maior incidência de casos notificados na região norte (34,6%); em seguida na região sul (22,4%); leste (18,1%); oeste (15,5%); e centro (9,5%).

Durante a apresentação, também foi divulgado um novo relatório, com dados atualizados sobre a dengue em Londrina. Do início do ano até o dia 24 de junho, foram registradas 16.595 notificações relacionadas à dengue, das quais 5.736 estão confirmadas, 6.868 descartadas e 3.248 encontram-se em análise, aguardando o resultado de exames. O município também registra oito óbitos, em decorrência da dengue.

O coordenador de Endemias, Nino Ribas, que fez a apresentação dos dados junto ao secretário Machado, destacou que o mapa de notificações de casos de dengue, na 20ª semana de 2020, em comparação com a mesma semana de 2021, aponta uma redução considerável no número de notificações.

“Isso demonstra que nossas ações estão tendo resultado positivo. Mesmo assim, precisamos muito da ajuda da população, porque os criadouros estão dentro dos quintais de suas casas. Temos que fazer a remoção dos focos agora, para não haver aumento do vetor quando esquentar e chover”, salientou o coordenador.

Plano de Ação – Após os indicadores levantados pelo LIRAa, a Prefeitura de Londrina vai adotar diversas estratégias de combate ao vetor Aedes aegypti: intensificar o conjunto de ações nas localidades com índices de infestação vetorial e epidemiológicos altos; realizar mutirões de limpeza em parceria com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU); ampliar as equipes exclusivas de atendimento a casos suspeitos de arboviroses; realizar mutirões educativos; fazer a identificação de criadouros alternativos, como os bebedouros de animais e as plantas da espécie bromélias, e a busca de resolução.

E também: manutenção das atividades de rotina nos imóveis de alto risco (pontos estratégicos) a cada 15 dias, como ferros velhos, recicladores, entre outros; manutenção das atividades de rotina nos imóveis críticos (acumuladores) a cada 30 dias; planejar atividades com as coordenadoras das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com maior incidência epidemiológica/entomológica para solução dos problemas pontuais e ações em conjunto (ACE/ACS); bloqueios com fumacê costal nas áreas de casos suspeitos após avaliação técnica; atividades aos sábados e feriados para priorizar atendimento aos bloqueios de casos suspeitos de arboviroses e imóveis historicamente problemáticos fechados nas visitas durante a semana.

Sobre o levantamento

O LIRAa é um mapeamento rápido que permite identificar como está a infestação por Aedes aegypti na cidade. Também possibilita identificar quais os bairros mais críticos e quais depósitos (de focos) são predominantes. Com o resultado, é possível planejar as ações de controle que serão adotadas, principalmente em áreas críticas.

O Ministério da Saúde classifica que municípios com índice de infestação predial inferior a 1% estão em condições satisfatórias; de 1% a 3,9% é considerado situação de alerta; e superior a 4% há risco de surto de dengue.

Em Londrina, atualmente, 48 equipes de endemias da Saúde são responsáveis por realizar as visitas às localidades, incluindo residências, comércios e terrenos baldios. Elas fazem a coleta de todas as amostras de larvas encontradas em locais que acumulam água parada e, na sequência, os materiais são encaminhados para análises laboratoriais e sistematização dos dados.

O trabalho é feito apenas nas áreas de quintais e todos os cuidados de saúde, impostos pela pandemia da Covid-19, são mantidos, como uso de máscara, álcool gel e distanciamento adequado. Em 2021, após recomendação do Ministério da Saúde, as atividades do primeiro LIRAa foram suspensas por conta da pandemia. O segundo levantamento foi uma amostragem. Em período normal, o levantamento é feito regularmente, a cada trimestre, resultando em quatro LIRAas por ano. O próximo deve ser feito em setembro de 2021.

NCPML

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