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Inédita em Londrina, a iniciativa vai acolher até 30 pessoas com deficiências que não possuam condições de autossustentabilidade ou apoio familiar

A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), está viabilizando o serviço de Residência Inclusiva, em parceria com a Associação Flávia Cristina. Com previsão de início em março, a ação será realizada em três casas que serão alugadas pela Prefeitura na região central. Os espaços serão destinados ao acolhimento de pessoas com deficiência, na faixa etária entre 18 e 59 anos, que não possuam condições de autossustentabilidade ou apoio familiar. Cada imóvel – que receberá adaptações com vistas a garantir a acessibilidade – poderá atender até dez indivíduos, totalizando 30 beneficiados pela iniciativa.

Para concretizar essa ação, a SMAS publicou um Edital de Chamamento no ano passado, elaborado segundo a Lei Federal no 13.019/2014, que resultou em parceria com a Associação Flávia Cristina. Anualmente, será investido um montante de R$ 1.375.046,64 no projeto – dividido em parcelas mensais de R$ 114.587,22.

O objetivo principal do serviço é a proteção integral dos atendidos e promover a inclusão comunitária e social, assim como a emancipação pessoal, a construção progressiva da autonomia e a superação de barreiras. Para isso, as unidades contarão com cuidadores e serviços de psicologia, terapia ocupacional e assistência social, entre outros.

A secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Micali, frisou a importância desta iniciativa, que é inédita no município. “É um serviço essencial, pois vai cuidar daqueles que são os mais vulneráveis socialmente. Pretendemos oferecer um serviço completo e de qualidade, compatível com a função social da administração pública”, afirmou.

O encaminhamento dos atendidos será feito, a partir da rede pública de serviços, por uma comissão multidisciplinar de avaliação formada por servidores das secretarias municipais de Assistência Social, Saúde e Educação.

Segundo a gerente de Serviços de Alta Complexidade da SMAS, Lígia Fukahori, as equipes responsáveis pelo projeto vão elaborar um plano individualizado para cada usuário, sendo que o período de estadia nas unidades poderá ser temporário ou permanente. “Toda pessoa com deficiência é um ser humano complexo, com necessidades que precisam ser abordadas de forma específica. Por isso, quem for atendido vai ter acesso a diversas atividades adequadas ao seu desenvolvimento físico, psicológico, pessoal e profissional, oferecidas em articulação com a rede de serviços municipais”, destacou.

Doações

A Associação Flávia Cristina aceita doações de móveis e eletrodomésticos para o projeto Residência Inclusiva. Quem quiser contribuir pode entrar em contato diretamente com a organização, pelo telefone (43) 3327-4828.

NCPML

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