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Decreto permite as aulas remotas e traz duas novidades para o atendimento especial, que são a permissão de seis alunos por sala de aula e a permanência de até três horas na escola

Ontem (14), o prefeito Marcelo Belinati e a secretária municipal de Educação (SME), Maria Tereza Paschoal de Moraes, anunciaram a prorrogação das aulas remotas na rede municipal por mais 15 dias. Dessa maneira, as aulas presenciais na rede pública de Londrina continuam suspensas e serão mantidas em formato remoto até o dia 30 de junho. O decreto no 647/2021, que efetiva a prorrogação, será publicado na edição nº 4.372 do Jornal Oficial do Município (clique aqui para ler).

A novidade desse decreto está no fato de que, agora, está autorizado o atendimento pedagógico para seis alunos do P4 ao 5º ano, por sala de aula. Antes, a autorização previa até cinco estudantes por vez. O objetivo da alteração é que todos os alunos da rede municipal passem pelo atendimento presencial, pelo menos, uma vez na semana. A expectativa é que eles usem esse momento para apresentarem as atividades escolares realizadas no decorrer da semana e que tragam as principais dúvidas e apontamentos para seus professores esclarecerem.

“Londrina continua com atendimento presencial nas escolas para as crianças que estão com dificuldade de aprendizado ou em situação de vulnerabilidade social. Vamos prorrogando o decreto do ensino remoto até que tenhamos condições de saúde adequadas e que nos permitam retornar as aulas presenciais. Os professores estão sendo vacinados e cerca de 60% a 70% deles já foram vacinados. Mas, precisamos avaliar dia a dia, porque o fato é que estamos vivendo o pior momento da pandemia”, esclareceu o prefeito de Londrina.

A Secretaria Municipal de Educação espera que, semanalmente, com seis alunos por sala, seja possível atender todos os 30 estudantes de cada turma. “Nós fizemos uma audiência na semana passada e a liminar que obrigava o retorno imediato às aulas foi suspensa. Com isso, a gente consegue continuar o atendimento semanal das crianças e as atividades remotas”, explicou a secretária municipal de Educação.

Outra mudança trazida pelo novo decreto é quanto à carga horária em sala de aula presencial. A partir de agora, os estudantes permanecerão por três horas seguidas na escola e não mais uma hora e meia. Por conta disso, a forma como a merenda escolar será servida também foi redefinida pela Secretaria Municipal de Educação.

Aqueles que forem presencialmente receberão a merenda escolar, que poderá ser entregue em forma de marmita (para consumo em sala de aula, evitando a aglomeração das crianças) ou no refeitório (de acordo com o horário de término das aulas, para que os estudantes possam almoçar e seguir para casa).

Para isso, todas as escolas municipais continuam seguindo os protocolos sanitários estipulados para o combate à pandemia. Entre eles está a obrigatoriedade do uso de máscara facial para professores e alunos, uso constante do álcool em gel a 70% para a higienização das mãos, a manutenção do distanciamento social e limpeza constante dos locais de circulação dos estudantes e docentes.

Para o retorno completo às aulas presenciais, o Município de Londrina elaborou um plano, que leva em consideração os índices epidemiológicos do Coronavírus, sendo eles o número de pessoas infectadas na cidade e de leitos ocupados nos hospitais, assim como o R0, que mede a transmissibilidade do agente infeccioso. “O Município elaborou um plano de retomada e as escolas estão preparadas. A grande questão é o número alto de crianças que se movimentará, porque são 45 mil alunos e 5.600 professores na rede municipal de ensino, ou seja, presencialmente coloca-se um grande número de pessoas circulando na cidade, o que não é algo trivial durante a pandemia”, explicou Moraes.

O decreto municipal nº 647/2021 vale para todas as unidades escolares de Londrina, abrangendo 88 escolas municipais, 35 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e os 56 Centros de Educação Infantil (CEIs), que são conveniados ao poder público municipal. As demais escolas e instituições de ensino, públicas e privadas, seguem as normas impostas no decreto do Governo do Estado do Paraná.

NCPML

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