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Assembleia Legislativa do Estado do Paraná

Município questiona a criação de uma nova praça de pedágio na PR-445, sentido Irerê; entre as obras previstas no projeto elaborado pelo Governo Federal está o Contorno Norte de Londrina

Representantes da Prefeitura de Londrina continuam participando das discussões referentes ao novo programa de concessão de pedágio no Paraná, proposto pelo governo federal, por meio do Ministério da Infraestrutura. Ontem (24), integrantes de diferentes secretarias municipais fizeram reuniões on-line, e também estiveram atentos à audiência pública realizada pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), via videoconferência, para a apresentação do novo projeto.

Para este novo modelo de concessão, estão previstos três mil quilômetros de estradas federais e estaduais, divididos em seis lotes, e os investimentos ficam na ordem de R$ 42 bilhões, sendo esta a maior operação de concessão de rodovias do Brasil. O pacote inclui duplicações, construção de contornos urbanos, implementação de terceira faixa, viadutos, entre outros. A validade dos contratos deve ser de 30 anos.

No momento, uma comissão formada por membros das secretarias e órgãos municipais de Londrina está analisando os principais pontos debatidos acerca deste programa. O grupo conta com representantes do Governo, Gabinete, IPPUL, Obras, CMTU, Gestão Pública e CODEL. Após as deliberações, a Prefeitura encaminhará oficialmente suas manifestações ao governo federal. O prazo para envio das contribuições vai até 22 de março.

Um dos pontos de questionamento da Prefeitura se refere à instalação de um novo ponto de pedágio na PR-445, entre Londrina e Tamarana, antes do distrito de Irerê.

O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUL), Tadeu Felismino, frisou que a cobrança de pedágio impactaria negativamente toda essa região rural. “Tal medida criaria um grande obstáculo na divisa entre Londrina e vários distritos, afetando a integração e o acesso. As melhorias na PR-445 são necessárias e bem-vindas, entendemos isso, mas uma praça de pedágio logo neste ponto é inviável e dificultaria a vida de milhares de pessoas que utilizam a rodovia para trabalhar e estudar, incluindo os agricultores que precisam escoar suas produções”, ressaltou.

De acordo com a diretora de Trânsito e Sistema Viário do IPPUL, Denise Ziober, a sugestão inicial seria instalar a nova praça de pedágio na PR-445 após o município de Tamarana. “Essa mudança de local do pedágio seria mais coerente e, por si só, tornaria o cenário diferente. Assim, evitaria um enorme prejuízo que a cobrança da tarifa causaria aos vários distritos que compõem essa faixa da estrada. O pedágio afetaria o fluxo viário e o desenvolvimento econômico de Londrina e áreas rurais”, disse.

O procurador-geral do Município, João Luiz Esteves também participou das reuniões realizadas durante esta quarta-feira (24), e segue acompanhando todas as etapas de análises e debates realizadas pela Prefeitura.

Contorno Norte

Uma das obras previstas dentro do novo programa de concessão de rodovias do Paraná é o Contorno Norte de Londrina, que prevê a criação de novas rotas viárias como alternativas à BR-369, rodovia que hoje passa por dentro da cidade, com intenso tráfego de veículos para as regiões oeste, norte e leste.

 “Assim como está sendo feito no projeto do Arco Leste, grande obra que promove ampla integração e criação de novas vias ligando diferentes regiões, a intenção do Contorno Norte é construir outros ramais de trânsito nessa passagem utilizada dentro de Londrina, entre Cambé e Ibiporã, a fim de trazer mais fluidez ao trânsito e segurança à população. Tornar este trecho da BR-369 uma avenida interna seria de grande valia para a cidade. A Prefeitura está analisando com muito cuidado e atenção mais este projeto para que a implantação ocorra da melhor forma”, afirmou o presidente do IPPUL.

O Contorno Norte é um projeto antigo, que havia sido contemplado no antigo programa de concessão rodoviária do Paraná, desde a década de 90, e que nunca foi executado pela concessionária contratada naquela época. O caso foi alvo de várias ações judiciais por parte da Prefeitura de Londrina e outras instituições.

NCPML

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