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Obras recuperaram a segurança, o conforto e o acesso da população da cidade à zona rural

O Município de Londrina recebeu mais uma melhoria que vem ajudar muito a população que reside na zona rural e proximidades. Isso porque, a Prefeitura de Londrina finalizou os trabalhos de recuperação e de reforço estrutural de três pontes. São elas: ponte sobre o Ribeirão Cafezal, situada no prolongamento da Avenida dos Ipês; e duas pontes que ficam sobre o Ribeirão Três Bocas, sendo uma delas no Parque Daisaku Ikeda e a outra no prolongamento da Rua Monte Carmelo.

O objetivo dos serviços foi recuperar toda a estrutura danificada com as chuvas de 2016, que causaram enxurradas e estragos em diversas pontes. Normalmente, em janeiro, a média de chuvas em Londrina era de 216 mm. Mas, nos dias nos dias 11 e 12 de janeiro de 2016, o IAPAR registrou uma precipitação de 304,6 mm, o que acabou ocasionando esses defeitos e estragos nas estruturas físicas de diversas pontes, inclusive das três em questão. Para solucionar essas pontes, as Secretarias Municipais de Obras e Pavimentação (SMOP) e de Agricultura e a Abastecimento (SMAA) uniram os esforços e conseguiram realizar os serviços, que está sendo entregue agora.

Segundo o secretário municipal de Obras e Pavimentação, João Alberto Verçosa Silva, as pontes sofreram o impacto das enchentes, que acabaram por causar avarias estruturais. Por isso, foi necessário que a Prefeitura de Londrina contratasse a licitação para realizar todo o reforço estrutural necessário. “Foram realizados serviços nessas pontes com a interdição parcial. Basicamente foi feito um reforço estrutural usando macacos hidráulicos, o que não tinha sido feito em nenhuma ponte do município até então. Isso possibilitou a execução dos serviços, sem a interdição completa do tráfego. E, agora, as obras estão concluídas”, disse Verçosa.

Os serviços foram contratados por meio de licitação na modalidade Tomada de Preços, nº 0009/2020. O valor máximo, que a Prefeitura havia estipulado para o certame, era de R$ 1.105.061,15. Com o processo de licitação foi possível aplicar R$ 923.898,54, ou seja, uma economia de R$ 181 mil aos cofres públicos municipais. A vencedora e responsável pelas obras foi a empresa catarinense Tec-Técnica de Engenharia Catarinense Ltda, de São José (SC). Com esse valor, a vencedora forneceu todos os materiais, mão-de-obra e equipamentos necessários para a completa execução dos serviços.   Ela teve 210 dias, a contar da assinatura da Ordem de Serviços para executar os trabalhos, visto que a pandemia forçou a prorrogação dos prazos para as obras.

O prefeito Marcelo Belinati tranquilizou a população que utiliza as pontes e explicou que, agora, elas são estruturas confiáveis e seguras, pois foram totalmente recuperadas, com a ajuda de estudos técnicos de engenharia e de dimensionamento do reforço estrutural. “As pontes sobre o Ribeirão Três Bocas e Ribeirão Cafezal sofreram grandes danos em suas estruturas, quando houve aquelas chuvas fortes de 2016. Na época, a água acabou passando por cima de muitas delas e prejudicou a fundação, a ligação da cabeceira e o eixo das pontes. Sabemos da importância dessas estruturas, para quem vem da zona rural para a cidade e vice-versa, por isso colocamos essa reestruturação como uma das nossas prioridades. Apesar de os serviços terem levado um pouco mais de tempo para ficarem prontos, por causa da pandemia e da falta de material de construção no mercado, nós conseguimos realizar todos os serviços. Atendemos a demanda de mais de 6 anos e, agora, os moradores da zona rural podem trafegar com tranquilidade, segurança e mais conforto, sabendo que tudo está muito bem feito e durará anos”, lembrou Marcelo.

O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Régis Choucino, explicou que as obras eram extremamente necessárias, visto que, por exemplo, a ponte sobre o Ribeirão Três Bocas, situada no prolongamento da Rua Monte Carmelo,  estava em uma situação de estabilidade ruim, durabilidade péssima e de funcionalidade crítica, sendo urgente sua manutenção. “As chuvas de 2016 ocasionaram um grande estrago nas pontes que ligam a zona rural de Londrina à cidade. Agora, a Prefeitura de Londrina conseguiu finalizar os trabalhos de reestruturação dessas três pontes, garantindo um acesso mais seguro, confortável e em boas condições à população, que o utiliza diariamente. São obras de extrema importância para o Município”, apontou o secretário de Agricultura e Abastecimento.

Cafezal 

A empresa de São José (SC) ficou responsável pelas obras de recuperação da ponte sobre o Ribeirão Cafezal, situada no prolongamento da Avenida dos Ipês. Ela teve 120 dias, a contar da assinatura da Ordem de Serviço, para realizar os trabalhos. O valor máximo a pagar era de R$ 389.603,97, mas a Prefeitura de Londrina conseguiu a contratação do serviço por R$ 325.777,64, ou seja, economizou quase R$ 64 mil.

A ponte contava com apenas um vão de 7,90 metros aproximadamente, onde se encontrava um tabuleiro de 8,40 metros de comprimento por 4,93 metros de largura, resultando assim em 41,41 m². O tabuleiro era apoiado por 14 longarinas de seção L invertidas, pré-moldadas em concreto armado. Quanto à pista sobre o tabuleiro, ela possuía apenas uma faixa para veículos, com largura de 4,57 metros, sem acostamento ou faixas de passeio, e sem asfalto. Naquele local também não existia guarda-corpo e o espaço estava sem sinalização vertical ou horizontal.

Devido à ruptura da cabeceira, do sentido Granja, o reforço foi feito na extremidade instável da ponte, para obter um grau de segurança satisfatório para a obra. Além disso, à direita, na parte externa em contato com o Ribeirão, foi executada uma nova ala vertical. A ala esquerda foi demolida e, em seu lugar, foi construída uma nova contenção, formada por 14 estacas raiz e parede de fechamento. O pilar parede também foi demolido e, em seu lugar, foi construída uma parede de concreto armado de 20 cm de espessura e 120 cm de altura. Em cada extremidade foram colocados pilares de concreto armado, apoiados em blocos sobre quatro estacas, cada um. Tudo isso foi necessário para o reforço estrutural da cabeceira de apoio das longarinas da ponte.

Monte Carmelo 

Ponte sobre o Ribeirão Três Bocas, situada no prolongamento da Rua Monte Carmelo, entre a Rua Celestina Bortoletto Cavallin e a Rodovia João Alves da Rocha Loures, a aproximadamente 3,6 Km da Casa de São Francisco de Sales, sentido sul. O valor máximo a pagar era de R$ 349.084,67, mas, com o processo licitatório foi possível economizar R$ 57.127,33. O Município aplicou ao todo R$ 291.957,34 nessa obra.

A ponte de concreto armado mede 15,45 metros de comprimento, 4,40 metros de largura e  4,08 metros de largura útil. Ela tinha dois vãos, com 12 linhas de vigas-longarinas pré-moldadas em concreto armado, e vão de aproximadamente 7metros.  A pista possuía uma faixa para veículos, com largura de 4 metros, sem acostamento, sem faixa para passeio e sem asfalto. Assim, como a ponte anterior, aqui não havia proteção de guarda-rodas nem guarda-corpo, e não havia sinalização vertical ou horizontal. Além disso, a pista de rolamento estava com um grande desnível no centro da ponte, com aproximadamente 48 cm de um lado e 28 cm do lado oposto, o que gerava um grande desconforto ao usuário. Com o desnível da ponte, a drenagem também ficava completamente comprometida, gerando empoçamento e acúmulo de terra na região da depressão no meio da estrutura.

Para solucionar todos esses problemas, foi necessário reforçar a fundação do pilar central da ponte, fazer o nivelamento da estrutura,  construir os guarda-rodas em barreiras de concreto, recuperar os pontos de armaduras expostas, limpar e pintar a estrutura, e finalizar todos os reparos nas partes com concreto desagregado.

Parque Daisaku Ikeda 

A ponte sobre o Ribeirão Três Bocas, que fica no Parque Daisaku Ikeda, situada na Rodovia João Alves da Rocha Loures, recebeu um investimento de R$ 306.163,56, sendo que o valor máximo a pagar era de R$ 366.372,51, gerando uma economia de R$ 60.208,95.

A ponte de concreto armado do Parque Dausaku Ikeda tem um comprimento total de 19,98 metros, com 6,43 metros de largura e 5 metros de largura útil.  A pista possuía uma faixa para veículos, sem acostamento e sem asfalto. A parte para calçada era de 90cm. Na ponte, havia trincas aparentes no concreto demonstrando esforços provenientes da movimentação da fundação, que tornavam a capacidade da fundação debilitada, além de existir um desnível de aproximadamente 22 cm em relação ao lado esquerdo.

Para solucionar todos os problemas que havia no local, a Prefeitura de Londrina, por meio da empresa licitada, reforçou e refez as estruturas de encontro da ponte, a fim de garantir a estabilidade dos pontos, fez novas fundações, construiu guarda-corpos do passeio, recuperou os pontos de armaduras expostas das barreiras rígidas de concreto, limpou e pintou a estrutura e fez todos os reparos onde o concreto estava desagregado.

NCPML

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