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Objetivo é acelerar a recuperação da economia londrinense, que a exemplo das demais cidades do mundo, sofre com a crise provocada pela pandemia.

Lançado ontem (6), o Plano de Retomada Econômica de Londrina terá papel essencial no direcionamento das políticas de auxílio aos setores afetados pela pandemia do novo coronavírus. A iniciativa é uma parceria da Prefeitura de Londrina, através de diversos órgãos e secretarias, com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e outras entidades da sociedade civil organizada.

De acordo com o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, o Plano é uma ação pensada para o momento específico que o município vive, marcado pela pandemia causada pelo novo coronavírus. “Houve um sofrimento muito grande nos meses iniciais da pandemia, mas Londrina é uma cidade muito forte e a retomada já se iniciou. Segundo o Caged, o município teve um saldo positivo de 1200 empregos em agosto, com mais de 5000 empregos criados. Além disso, diversas empresas estão anunciando sua vinda para o município, o que vai gerar milhares de vagas. O objetivo do Plano é auxiliar os setores que mais sofreram com a crise, para que esses empresários possam passar por este momento delicado e reconstruir o que tinham antes da pandemia”, destacou.

Segundo o diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (CODEL), Bruno Ubiratan, o Plano pretende imprimir maior velocidade à recuperação da economia londrinense. “Durante um período de cinco meses de ação intensiva, as instituições participantes da iniciativa formarão uma força-tarefa que irá diagnosticar a situação dos setores econômicos afetados pela pandemia e apontar soluções. Esse trabalho vai ser fundamental para que possamos ajudar os pequenos, médios e grandes empresários do município, reaquecendo a atividade econômica e aumentando a geração de empregos. Com a contratação do Sebrae para participar desta iniciativa, temos um parceiro que conhece bem a realidade empresarial, com expertise nessa área”, explicou.

Força-tarefa

O Plano de Retomada Econômica será conduzido por uma força-tarefa formada pela Prefeitura de Londrina, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Londrina), Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Paraná (Sindimetal), Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon PR Norte), Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação (APL de TI) de Londrina e Sociedade Rural do Paraná (SRP).

A equipe irá, antes de tudo, realizar o diagnóstico da situação atual da economia londrinense. O levantamento será baseado em uma pesquisa com 1100 empreendedores locais, assim como em dados coletados pelo Município e dados secundários. Essas informações serão essenciais para a estruturação do plano de ação, assim como para sua execução e monitoramento. O gerente da regional norte do Sebrae, Fabrício Bianchi, ressaltou que o Plano permitirá integrar ações realizadas anteriormente com novas políticas. “Várias iniciativas importantes já vêm sendo feitas em Londrina em parceria com a Prefeitura, a Câmara Municipal e a sociedade civil organizada. Assim o plano é uma oportunidade para repensar o que já foi feito e planejar outras ações, buscando alavancar os setores afetados pela pandemia. Queremos realizar o levantamento de forma bem rápida, identificando oportunidades de negócios e as principais dores pelas quais as empresas estão passando, para que possamos estruturar o Plano com ações concretas e auxiliar as empresas de Londrina”, disse.

De acordo com o presidente da Acil, Fernando Moraes, o Plano vem se somar às ações de recuperação realizadas desde o início da pandemia. “Junto com o Sebrae e o poder público, nós conseguimos um aporte para a realização de empréstimos subsidiados para os empresários. Depois, criamos uma grande plataforma de marketplace e delivery para fomentar o comércio local nos meios digitais. E agora, esse Plano vem para consolidar a retomada e colocar a economia londrinense nos trilhos novamente. Através desta iniciativa, vamos poder conhecer melhor as necessidades dos empresários, como a digitalização de serviços e a compreensão dos novos hábitos dos consumidores”, ressaltou.

Outras medidas

Além do Plano de Retomada Econômica, diversos órgãos e secretarias municipais estão envolvidos em ações que contribuirão para recuperar a economia londrinense, incluindo:

Desburocratização

Implantado em 2017, o programa Agiliza Londrina diminuiu consideravelmente a fila de espera para a obtenção de alvarás e licenças. O número de alvarás de licenciamento pendentes caiu de 10.208, em 2016, para 264 em 2020; já a quantidade de alvarás em espera na Secretaria de Obras foi reduzida de 2.980 para 433; os alvarás de vigilância sanitária pendentes tiveram uma redução de 1.390 para 279; e o número de alvarás de licenciamento ambiental pendentes caiu de 1.450 para 127.

Esses avanços foram possibilitados pelo trabalho conjunto de diversos órgãos e secretarias municipais como as secretarias de Governo, da Fazenda, de Obras, do Ambiente e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL).Graças a este trabalho, a arrecadação do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) passou de R$ 203 milhões em 2018 para R$ 227 milhões em 2019. O secretário municipal de Governo, Juarez Tridapalli, explicou que a desburocratização estimula a abertura de negócios, o que contribui para a retomada da economia e o aumento da arrecadação de tributos. Além disso, ressaltou que a desestatização da Sercomtel também gerará ganhos para o município. “Esse processo de desestatização fará com que Londrina receba um investimento de R$ 130 milhões. Isso vai trazer benefícios para a sociedade londrinense”, disse.

Cidade Industrial

Outra ação importante que está sendo realizada pelo Município é a implantação da Cidade Industrial de Londrina. A licitação para a construção da Cidade Industrial já está em sua última fase. O empreendimento contará com 90 lotes que oferecerão infraestrutura completa para as empresas que se instalarem no local. A Cidade Industrial é o primeiro condomínio industrial de Londrina. Em conjunto com a instalação do complexo industrial da empresa J. Macedo, a iniciativa resultará na geração de cerca de 11.000 vagas de emprego para o município.

Ações de microcrédito

Com o objetivo de auxiliar os trabalhadores e microempreendedores de Londrina, o Município está promovendo várias ações de microcrédito. No início da pandemia, a Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego e Renda (SMTER), abriu uma linha de crédito em parceria com a Fomento Paraná. O serviço já estabeleceu 314 contratos, em um total de R$ 1,9 milhão financiado para microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas e também para pessoas físicas. Além disso, a SMTER disponibiliza o programa Banco da Mulher Paranaense, que visa incentivar o empreendedorismo feminino e garante um desconto de 7% na taxa anual de juros para as empreendedoras participantes.

Já o fundo-garantidor de crédito, viabilizado pelo Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) em parceria com a Câmara Municipal de Londrina e com a Acil, conta com um montante de R$ 5 milhões que poderão ser revertidos em uma quantia de R$ 50 milhões para empréstimos a microempresários e microempreendedores individuais (MEIs).

Outra ação importante é o programa Compra Londrina, que incentiva a participação das empresas locais nas licitações promovidas pelo Município. Ao participarem das licitações municipais, as empresas londrinenses têm a chance de aumentarem seu volume de negócios e expandirem suas atividades, o que gera empregos e renda.

Equilíbrio fiscal

Além de participar das ações de desburocratização do trâmite de licenças, autorizações e alvarás, a Secretaria de Fazenda vem realizando outras iniciativas que refletem de forma positiva na economia londrinense. Ao assegurar o equilíbrio fiscal, a Secretaria garante recursos para que as obras realizadas pelo Município continuem em andamento e assegura que o 13º salário dos funcionários municipais seja pago em dia. Além disso, o Programa de Recuperação Fiscal (Profis) vem auxiliando os contribuintes a regularizarem sua situação fiscal referentes aos tributos municipais.

O secretário municipal de Fazenda, João Carlos Barbosa Perez, detalhou o impacto positivo dessas medidas. “Enquanto o dinheiro do décimo-terceiro salário, que corresponde a R$ 32 milhões, vai ajudar a aquecer os setores locais de comércio e serviço, os tributos recebidos através do Profis assegurarão a continuidade das atividades do Município. Até o momento, o Profis já negociou R$ 67 milhões e arrecadou R$ 42 milhões, com 24912 adesões. Além disso, os descontos nas multas e taxas de juros concedidos pela iniciativa são um auxílio importante para os contribuintes, que foram afetados pela crise gerada pela pandemia”, destacou.

Obras de infraestrutura

As obras de infraestrutura realizadas pela Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação (SMOP) também cumprem um papel importante na retomada econômica do munícipio. Nos últimos três anos, mais de 400 km de vias londrinenses receberam obras de recuperação asfáltica. Além disso, a SMOP vem realizando várias outras ações importantes como a construção do viaduto entre as avenidas Leste-Oeste e Dez de Dezembro, as diversas obras do Arco Leste e a duplicação da Avenida Faria Lima.

O secretário de Obras e Pavimentação, João Verçosa, explicou que essas obras refletem diretamente na economia do município. “Uma infraestrutura viária de qualidade facilita o transporte de pessoas, materiais e produtos e estimula a abertura de novos empreendimentos. Quando nós recapeamos uma via ou fazemos uma estrada, isso atrai indústrias e empresas para locais que antes eram inacessíveis. Além disso, as obras públicas geram uma grande quantidade de empregos diretos e indiretos para o município, assim como oferecem oportunidades de negócios para os fornecedores locais de produtos e serviços”, pontuou.

NCPML

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