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Em dois dias de atividades, a Central de monitoramento já proporcionou impactos positivos na vida de diversas mulheres de Londrina

A Central de Monitoramento para Gestantes, Puérperas e Recém-nascidos, inaugurada na quarta-feira (13), já trouxe impactos positivos na vida de diversas mulheres, grávidas e puérperas, além de recém-nascidos. Em apenas um dia de atendimento, já que na quarta a equipe apenas levantou as informações a respeito das pacientes, foram atendidas 20 pacientes e identificadas situações de risco para estas mulheres.

A Central visa fazer o acompanhamento de mulheres no momento da gestação e no pós-parto por telefone, ou seja, sem que elas precisem sair de casa, o que é fundamental neste momento de pandemia do coronavírus que tem ocasionado a restrição da circulação de pessoas.

Segundo a enfermeira obstétrica e coordenadora de Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde, Priscila Alexandra Colmiran, na quinta-feira (14), as enfermeiras da Central fizeram 40 tentativas de atendimento por telefone, que resultaram em 20 consultas. “Nestas chamadas, foram passadas muitas orientações a mulheres que estão no puerpério, com relação aos riscos de infecção, sobre o desenvolvimento do bebê, aleitamento materno, cuidados com o recém-nascido e a respeito da vacinação”, contou.

De acordo com Priscila, também foram feitos agendamentos de consultas para os bebês nas unidades e identificadas algumas situações de risco, que resultaram no acionamento da unidade de saúde que deverá fazer uma visita domiciliar a estas mulheres. “Também foram acionados outros serviços, como da Maternidade Municipal, para obter mais informações a respeito da criança”, disse.

A coordenadora contou que a equipe também identificou situações de problemas sociais, onde foram dadas orientações sobre os serviços que estas mulheres devem procurar, para solicitar apoio neste momento de problema financeiro. “Nossa preocupação não é somente com a saúde destas mulheres, mas também com os agravos sociais, que podem trazer um impacto importante no quadro emocional e social desta família, nós cuidados da criança, da mulher, e dos demais membros da família”, afirmou.

Kellen Silva e Silva foi uma destas mulheres atendidas pela central. Puérpera de oito dias, ela contou que recebeu diversas orientações importantes a respeito de sua saúde e do desenvolvimento do bebê. “Foi maravilhoso receber esta consulta por telefone, principalmente para evitar que eu me desloque até uma unidade logo após o parto, pois ainda sinto dores devido à cesárea. O atendimento foi ótimo e certamente esta é uma iniciativa que traz muitos ganhos para as mulheres de Londrina”, enfatizou.

Como funciona

A central foi criada para somar ao trabalho já realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e atende gestantes de alto risco e risco intermediário, assistidas nos serviços de referência do município.  No primeiro momento a assistência é feita por telefone, por uma equipe de enfermeiras com apoio de médicos ginecologistas, que segue roteiro e protocolos que visam identificar situações de riscos e de fragilidades para mulheres e bebês, reduzindo possíveis agravos materno infantis, além de verificar se mãe e criança precisam de uma avaliação presencial.

Durante o atendimento, caso sejam identificadas situações de risco ou vulnerabilidade, a equipe aciona a unidade de saúde do território para que seja feita uma visita domiciliar a esta mulher ou o encaminhamento para os serviços de referência do Município, de forma precoce.

A porta de entrada para o atendimento na Central de Monitoramento é feita por meio da captação das usuárias que são atendidas pelos hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), como Maternidade Municipal, Hospital Evangélico e Hospital Universitário, e os serviços de referência para gestante de alto risco e risco intermediário. O centro funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30, na Rua Amapá, 700.

NCPML

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