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Serviço reúne crianças ou adolescentes, afastados da família de origem, com famílias interessadas em acolhê-los de forma temporária

A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), quer ampliar o número de voluntários do Programa Família Acolhedora. Essas pessoas são aptas a acolherem em seu lar, temporariamente, crianças e adolescentes que tiveram que ser afastados de suas famílias de origem. O acolhimento pode durar, no máximo, dois anos, período em que a criança ou adolescente retorna para sua família ou é encaminhada ao serviço de adoção.

A secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Marçal Micali, explicou que, atualmente, sete crianças estão sendo atendidas pelo programa, em Londrina. “Temos, no mínimo, 100 crianças e adolescentes com condições de ingressar no programa, e apenas 15 famílias. Precisamos de 25, no mínimo”, destacou.

Podem se voluntariar quaisquer pessoas que se enquadrem nos requisitos: idade acima de 21 anos, não ter interesse em adoção, ser residente em Londrina há, pelo menos, um ano, não ter pendências com a justiça e com o Conselho Tutelar que tornem a guarda inadequada, nem ter passado por situações de luto ou perda recente. E todos os membros da família precisam estar de acordo com a atuação no programa.

Pessoas de qualquer estado civil ou sexo podem se candidatar. É preciso passar por uma avaliação, feita pela equipe da SMAS, participar de capacitação e estar afetivamente disponível para esta experiência. O contato para ser voluntário do Família Acolhedora pode ser feito pelos telefones (43) 3378-0570 ou (43) 99993-3366, que atendem de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. A inscrição também está disponível no site https://familiacolhedora.wordpress.com .

Caso haja necessidade, a família voluntária conta com um auxílio financeiro para investir nos cuidados com a criança ou adolescente, no valor de um salário mínimo. E no decorrer do acolhimento, são feitas avaliações por uma equipe multiprofissional. Uma mesma família pode acolher várias crianças ou adolescentes, desde que em ocasiões distintas.

Sobre os benefícios que a experiência proporciona, a secretária municipal destacou aqueles que apenas são encontrados em um lar, e que as instituições de acolhimento não conseguem prover a essas crianças e adolescentes. “Traz um ganho imensurável para o ser em desenvolvimento ter a oportunidade de ser afastada do seu lar, para sua segurança, e estar em outro lar com um ambiente familiar que lhe traga proteção. Dados comprovam que a criança institucionalizada tem perdas psicológicas e neurológicas pois, apesar de a qualidade desses locais melhorar cada vez mais, ainda são instituições. Ali passam vários educadores, técnicos, são inúmeras pessoas de diversas famílias e, mesmo que haja rotina, são pessoas diferentes. Seja recém-nascido, criança na primeira infância, ou adolescente, o ambiente familiar será sempre melhor que o institucional”, frisou.

NCPML

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