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A proposta surgiu em 2017, uma iniciativa do professor Ricardo Almeida, do Departamento de Microbiologia. O projeto tem o objetivo de conciliar as atividades, unindo pesquisa e ensino e difundindo informação de qualidade.

Um projeto de Extensão desenvolvido no Departamento de Microbiologia, do Centro de Ciências Biológicas (CCB), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), resgata os fundamentos da Odontologia Preventiva utilizando mídias sociais e a divulgação massiva por meio de uma coluna semanal veiculada na Rádio UEL FM (107,9 MHZ), chamada Escova & Ação. Periodicamente, ouvintes e internautas têm acesso a conhecimentos sobre higiene, saúde e doenças bucais, considerando os princípios da microbiologia, imunologia, histologia e fisiologia que podem influenciar ou agravar patologias.

A proposta surgiu em 2017, uma iniciativa do professor Ricardo Almeida, do Departamento de Microbiologia. O professor tem graduação em Odontologia, Mestrado em Patologia Experimental, Doutorado em Microbiologia e pós-Doutorado em Genética Molecular. Atualmente ele coordena o Laboratório de Micologia Médica e Microbiologia Bucal da UEL e ministra aulas para o curso de Odontologia e de Biomedicina.

O projeto tem o objetivo de conciliar as atividades, unindo pesquisa e ensino e difundindo informação de qualidade. Nesses quatro anos de atividades, o professor já conseguiu quase 500 mil visualizações com suas inserções. Ele explica que ferramentas como Instagram, Facebook e YouTube ajudaram a atingir um contingente maior de pessoas.

Ele mantém dois canais no YouTube. O Escova & Ação, com 5,7 mil inscritos, oferece informações atualizadas sobre higiene e saúde bucal, direcionado ao público leigo, com linguagem adequada e ilustrações. O outro canal, Odontologia com o professor Ricardo Almeida, tem a proposta de levar atualização para dentistas sobre temas relacionados à saúde. A programação proporciona resenhas de artigos científicos e aulas sobre pesquisas

Para gerar maior tráfego, o professor alimenta um blog, um perfil no Instagram e uma fã page no Facebook. Todo o conteúdo ainda é repassado por meio da Coluna Escova & Ação, na Rádio UEL FM (107,9 MHZ), veiculada às terças-feiras, às 8h30; quintas-feiras, è 21 horas; e aos sábados, às 17 horas.

O professor descreve a iniciativa como uma forma de disseminar uma informação importante, relacionada à saúde. “Eu vejo que muitos problemas seriam resolvidos apenas com informação. O projeto é o meu sonho de melhorar a saúde bucal do brasileiro por meio da informação e entretenimento, ajudando o maior número de pessoas possível”, define.

Mais recentemente, em junho passado, Ricardo criou o personagem Preguicildo, um boneco falante que não gosta de escovar os dentes. O personagem é manuseado pelo próprio professor. Alterando a voz, os dois travam um diálogo sobre higiene bucal, sanando dúvidas e levantando questões importantes.

Segundo Ricardo, a ideia de manusear um fantoche teve o objetivo de aumentar a interação com o público, principalmente infanto-juvenil. Ele explica que a vantagem é poder abordar assuntos que geralmente as pessoas não costumam falar, relacionados aos hábitos de higiene. “É delicado para as pessoas admitir, daí a ideia do personagem. As pessoas passam a se identificar”, explica.

Trajetória

Nascido em uma família de dentistas, Ricardo cresceu praticamente dentro de um consultório. O pai era protesista e costumava orientar pacientes com ajuda de um projetor de slides. A mãe atuava na área da odontopediatria e o consultório era todo decorado com bichos e móveis interativos. Ele recorda que a mãe utilizava inclusive uma vitrola com discos infantis para entreter os pacientes.

“Na faculdade eu fui entender. Meu pai ensinava para os pacientes o que era para ser feito, dentro da ética profissional, o conceito de autonomia, no qual o paciente tem direito de escolher o tratamento”, afirma.

Ainda de acordo com o professor, a prevenção odontológica era muito disseminada nos anos 1980. Hoje, a ênfase maior nos consultórios e clínicas são os tratamentos, a chamada odontologia curativa. Daí a necessidade de resgatar a prevenção na saúde bucal. “Existe um vácuo de informação entre o dentista e paciente”, considera.

AEN

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