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Verba de R$ 12 mil possibilitará promover melhorias em hortas escolares de Londrina e região, estimulando o trabalho que ressalta a criatividade, o empreendedorismo e a inovação no ambiente escolar

A Secretaria Municipal de Educação (SME), por meio do Projeto Hortas Escolares, foi contemplada com um recurso de R$ 12 mil de um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O edital foi aberto durante a 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que teve como tema “A Transversalidade para Ciência, Tecnologia e Inovações para o Planeta”. O evento ocorreu em outubro deste ano.

O projeto inscrito pela SME foi intitulado “Inovações tecnológicas aplicadas às hortas escolares do município de Londrina e região”. O edital, pelo qual o projeto foi contemplado, é de caráter intermunicipal. Dessa forma, irá abranger dez escolas do município de Londrina e outras duas unidades de municípios vizinhos, possivelmente de Rolândia e de Ibiporã, totalizando 12 unidades escolares que possuem hortas.

O recurso de R$ 12 mil, recebido pelo projeto, será aplicado para as seguintes iniciativas: automação do sistema de irrigação e instalação de um sensor de chuva para cada sistema instalado, visando desligar a irrigação automática em dias chuvosos em 12 hortas escolares; edificação de hortas escolares elevadas em madeira, para espaços reduzidos, atendendo os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs); edificação de hortas escolares integradas (horta, pomar e jardim aromático), atendendo escolas municipais de ensino fundamental.

Outra aplicação será para o aprimoramento do acervo técnico e pedagógico, disponibilizando-o para toda a comunidade escolar através do site de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação de Londrina; formação de professores sobre o potencial das hortas e a troca de experiências entre professores que desenvolvem o projeto; e produção de um caderno de atividades pedagógicas para professores e alunos dos anos iniciais com o tema hortas e compostagem.

Atualmente, 31 unidades escolares de Londrina têm o projeto em suas unidades, coordenado pela professora Cristina da Silva Borba, do Apoio Pedagógico de Ciências da SME, com apoio técnico do agrônomo Paulo Roberto Guilherme, que foi cedido pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema). A relação entre hortas e unidades escolares é antiga na rede municipal, pois há registros fotográficos desde a década de 1950 e isso foi se reconfigurando ao longo dos últimos anos.

O projeto sempre ocorreu por meio de iniciativas das próprias unidades e seus parceiros e também por parte do grupo do Apoio Pedagógico da Gerência de Ensino Fundamental da SME, que busca parcerias e promove ações contínuas de formação da comunidade escolar, por meio de sua própria equipe pedagógica ou em parcerias com outras secretarias, instituições e universidades públicas e privadas.

Segundo a secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal, a ideia do projeto é mostrar, por meio do trabalho com a horta, possibilidades de práticas pedagógicas e lúdicas, envolvendo conhecimentos na área da saúde, ambiental e alimentar. “O projeto também busca sensibilizar a comunidade escolar para questões de sustentabilidade e incentivar, nas comunidades escolares, os valores do trabalho conjunto, da criatividade, do empreendedorismo, da inovação e do espírito de solidariedade humana”, disse.

Em 2020, o projeto Hortas Escolares também foi contemplado com recurso do CNPq. Na ocasião, o município recebeu R$ 20 mil, que foram utilizados para promover melhorias em hortas de 12 escolas, sendo dez de Londrina e duas dos municípios vizinhos de Rolândia e Uraí. “Neste ano, a nossa intenção é ampliar este projeto, que traz tantos ganhos para os alunos”, apontou a coordenadora do projeto, Cristina Borba.

Segundo ela, o trabalho com a horta proporciona diversos benefícios, entre eles o estímulo dos sentimentos e vínculos emocionais das crianças com a natureza, de modo a torná-las cidadãs responsáveis e sensibilizadas com problemas ambientais, além de levá-las à busca de caminhos mais sustentáveis. “Além disso, por meio da horta, podemos ensinar diversos conteúdos dos componentes curriculares e dos campos de experiência da Educação Infantil”, destacou.

Trabalho técnico

O agrônomo Paulo Roberto Guilherme explicou que, atualmente, as hortas escolares são uma espécie de jardim sensorial, a fim de desenvolver todos os sentidos das crianças (visão, audição, paladar, olfato e tato). Elas também contam com controle ecológico de pragas e doenças, usando um conjunto de produtos específicos para hortas ecológicas. “Estamos desenvolvendo hortas cada vez melhores, algumas no formato de mandala, verticais, entre outras. Todas elas são aromáticas, por meio do plantio de temperos, para estimular o olfato das crianças”, contou.

Guilherme também disse que a irrigação era um problema nas hortas escolares e agora, com a verba do CNPq, será possível fazer a automação do sistema de irrigação, em algumas unidades, e a instalação de um sensor de chuva. “Tudo isso traz muitos ganhos para as hortas, por isso o recurso do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico vai contribuir muito para modernizar as hortas”, disse.

NCPML

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