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Feitas em tecido, elas podem ser grandes aliadas no combate à propagação do vírus no Brasil

A confecção de máscaras caseiras tem se tornado um fenômeno mundial na busca pela proteção contra o coronavírus, pois desde o início da pandemia houve uma grande procura pelas máscaras de proteção, fazendo com que elas sumissem das prateleiras. Com isso, o Ministério da Saúde (MS) tem indicado, à população, a fabricação e utilização das próprias máscaras de pano, já que elas podem ser grandes aliadas no combate à propagação do coronavírus no Brasil.

Em Londrina, a Secretaria Municipal de Saúde também recomenda e orienta o uso das máscaras de tecido, pois além de eficientes e não exigirem grande complexidade na sua produção, elas podem ajudar a proteger tanto aquele que usa, quanto as pessoas ao seu redor. “A máscara de proteção pode servir como barreira eficiente, para as pessoas em geral, contra o coronavírus. Contudo, como ela está em falta em todo o mundo, inclusive para os profissionais da saúde, o MS indicou o uso de máscaras alternativas, preservando as cirúrgicas e as N95 para os trabalhadores da área. Por isso, a Secretaria de Saúde de Londrina também apoia e recomenda esta medida de proteção contra o coronavírus”, ressaltou o secretário da pasta, Felippe Machado.

O secretário enfatizou que o isolamento social ainda é a melhor medida de prevenção, entretanto, se for absolutamente inevitável que a pessoa saia de sua residência, ela deve utilizar a máscara. “A população pode confeccionar a sua máscara caseira, para proteger a si, seus familiares ao retornar para casa, e as pessoas ao redor”, frisou.

Segundo as orientações do Ministério da Saúde, para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira precisa seguir algumas especificações. É necessário que ela tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja, dupla face, e que seja individual. Elas podem ser confeccionadas em tecido de algodão, tricoline, TNT ou outros tecidos, e devem ser desenhadas e higienizadas corretamente. A outra recomendação é que a máscara seja feita nas medidas corretas, cobrindo totalmente a boca e o nariz, e que estejam bem ajustadas ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.

Também é necessário tomar alguns cuidados com a lavagem. A máscara deve ser lavada pela própria pessoa, com sabão ou água sanitária, deixando de molho por cerca de 20 minutos. A máscara deve ser substituída por uma limpa a cada duas horas e, se ficar úmida, também deve ser trocada.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse, em matéria publicada na Agência Saúde, do Governo Federal, que as máscaras de pano para uso comunitário funcionam muito bem e não são caras de fazer. “Porque, agora, é lutar com as armas que a gente tem. Não adianta a gente lamentar que a China não está produzindo. Vamos ter que criar as nossas armas, e elas serão aquelas que nós tivermos”, enfatizou ao Portal.

O Ministério da Saúde editou algumas orientações para que a população possa fazer uso das máscaras caseiras:

– Primeiro é preciso dizer que a máscara é individual. Não pode ser dividida com ninguém, nem com mãe, filho, irmão, marido, esposa etc. Então se a sua família é grande, saiba que cada um tem que ter a sua máscara, ou máscaras;

– A máscara deve ser usada por cerca de duas horas. Depois desse tempo, é preciso trocar. Então, o ideal é que cada pessoa tenha pelo menos duas máscaras de pano;

– A máscara serve de barreira física ao vírus. Por isso, é preciso que ela tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja, dupla face;

– Também é importante ter elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Desse jeito, o pano estará sempre protegendo a boca e o nariz e não restarão espaços no rosto;

– Use a máscara sempre que precisar sair de casa. Saia sempre com pelo menos uma reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja, quando precisar trocar;

– Chegando em casa é preciso higienizá-las. O melhor é lavá-las com água sanitária, deixando-as de molho por pelo menos dez minutos.

NCPML

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