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Empresários, representantes de universidades, comunidade de startups e entidades integram grupo que trabalhará para levar tecnologia e inovação ao setor

A construção civil está entre as cinco áreas prioritárias do Planejamento do Ecossistema de Inovação de Londrina. E para fomentar o desenvolvimento local a partir da vocação do setor, o Sebrae/PR, dentro do Projeto Foresight, reuniu empresários e representantes de universidades, comunidade de startups e entidades para a formação e capacitação de uma governança. O primeiro encontro ocorreu na última terça-feira (29).

O consultor do Sebrae/PR, Rubens Negrão, explica que a capacitação teve o objetivo de apresentar o planejamento do ecossistema de inovação e informar ao grupo, de aproximadamente de 40 pessoas, sobre o que é e como atua uma governança. Além de dados relevantes da construção civil em Londrina, os participantes conheceram conceitos de governança nacional e internacional, trazidos pelo consultor do Centro Tecnológico Legno Arredo Pesaro (Cosmob) no Brasil, Emilio Beltrami.

“Inovação e tecnologia são dois grandes desafios para o setor. No entanto, a formação de uma governança pode dar celeridade a esse processo. Queremos criar um ambiente de estímulo a novas conexões e identificar os gargalos de inovação que podem ser trabalhados a curto e médio prazo”, afirma Negrão. Dentro desse contexto, segundo o consultor, estão inseridas as construtechs, startups que propõem soluções para o setor da construção civil. Elas estiveram representadas no evento pela comunidade Red Foot.

O consultor do Cosmob no Brasil, Emilio Beltrami, diz que o próximo passo é criar um plano de inovação que, segundo ele, será um instrumento para planejar o futuro da construção civil em Londrina. A governança em formação será a responsável por definir quais serão os projetos prioritários e que atenderão os pequenos negócios do setor. Um próximo encontro já está marcado para ocorrer em 1º de agosto.

Na avaliação do 1º vice-presidente administrativo do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon-Norte/PR), Gerson Guariente Junior, com a formação de uma governança para pensar os rumos do setor, a expectativa é de uma mudança importante na forma de olhar o negócio da construção civil. Segundo ele, antes, não havia um fator motivador que permitisse reunir os representantes da cadeia para um planejamento conjunto. Para Guariente, as construtechs terão papel muito importante nesse processo de transformação.

A empreendedora e uma das líderes de comunidade da Red Foot, Regimara Azevedo, afirma que a proposta de formação de uma governança é muito positiva, pois gera a aproximação que as construtechs buscavam com empresas e entidades do setor. A rede possui mais de 20 startups do Norte do Paraná focadas em desenvolver soluções específicas para a construção civil. “Dentro da comunidade [Red Foot] somos a vertical com o maior número de projetos, inclusive superando os de agronegócio”, aponta.

A professora dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ercilia Hitomi Hirota, diz estar muito entusiasmada com o trabalho da governança. “Pela primeira vez, vejo um movimento que integra instituições de ensino e pesquisa com a sociedade civil organizada e o setor produtivo em busca de um mesmo objetivo”, comemora. Na opinião dela, há falhas na formação de novos profissionais para o mercado. “Ficamos preocupados em passar conteúdo e formar tecnicamente e nos esquecemos de estimular habilidades empreendedoras”, pondera.

Para o empresário e sócio de uma construtora de pequeno porte em Londrina, Marcelo Henrique Pelegrini Rocha, o maior desafio de levar inovação para as empresas será quebrar a barreira do conservadorismo. Porém, ele diz acreditar que a chegada de uma nova geração ao mercado, mais jovem e aberta a novas tecnologias construtivas, deve contribuir para “oxigenar” a indústria.

Adriano Oltramari/Asimp

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