Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Secretária de Assistência Social destacou o reforço no orçamento da pasta com verba repassada pela Câmara

Ontem (24), em reunião remota da Câmara Municipal de Londrina, foram discutidas as ações de saúde e de assistência social em Londrina durante a pandemia de covid-19. O evento foi organizado pelas comissões permanentes de Seguridade Social e de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização e pela Comissão Especial de Acompanhamento do Orçamento, Receitas e Despesas Pró-Covid-19. Participaram os vereadores João Martins (PL), Amauri Cardoso (PSDB), Eduardo Tominaga (DEM), José Roque Neto (PSB), Felipe Prochet (PSD), Pastor Gerson Araújo (PSDB), Madureira (PTB) e Ailton Nantes (PP), além dos secretários municipais de Assistência Social, Jacqueline Micali, e de Saúde, Felippe Machado, que fizeram um balanço das ações do Município durante a pandemia.

O vereador João Martins (PL), presidente da Comissão de Seguridade Social, disse que foi procurado por pessoas que relataram estarem passando fome devido à crise econômica gerada pela pandemia e questionou a secretária municipal de Assistência Social sobre o orçamento da pasta para as ações emergenciais. “Minha preocupação é sobre o estoque de cestas básicas e outros atendimentos às famílias carentes da nossa cidade”, afirmou.

Durante a reunião, Jacqueline Micali informou que houve um reforço de R$ 6 milhões no orçamento deste ano da Secretaria Municipal de Assistência Social, e destacou que parte da verba teve como origem o repasse de R$ 20 milhões da Câmara Municipal de Londrina, em abril, com a sugestão de que o montante fosse destinado a ações do Município em saúde, assistência social, fomento à economia e investimentos no Hospital Universitário. Segundo a secretária, o valor tem sido utilizado, entre outras atividades, no combate à fome na cidade. “Estamos verificando que uma cesta básica dura uma semana. Temos que verificar a composição [da cesta], entregar duas ou três cestas básicas e fazer a transferência de renda para que a pessoa possa compra gás, e também analisar se a pessoa não precisa entrar no Cadastro Único”, explicou.

Jacqueline Micali também afirmou que a crise econômica se aprofundou com a pandemia. Segundo ela, desde março, houve um aumento de 50% nos atendimentos mensais nos 22 serviços prestados pela Secretaria de Assistência Social em Londrina. Somente no mês de maio, conforme a secretária, 40 mil famílias foram atendidas com visitas domiciliares e acompanhamentos. Neste período, conforme Jacqueline Micali, foram entregues 40 mil cestas básicas a famílias carentes. Ela também ressaltou que, desde março, o número de beneficiários do Programa Municipal de Transferência de Renda aumentou 150 vezes. O valor do auxílio foi reajustado de R$ 91 para R$ 182 durante a pandemia.

Em relação aos moradores de rua, Jacqueline Micali afirmou que o número de vagas em instituições de acolhimento cresceu 50%, mas que a quantidade de interessados está aquém da oferta. Outra preocupação da secretária é em relação à violência doméstica. Segundo ela, 1.300 famílias recebem acompanhamento em Londrina, após relatos de agressões verbais e físicas contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos.

O vereador Amauri Cardoso (PSDB), vice-presidente da Comissão de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização, também manifestou preocupação com os impactos econômicos relacionados ao novo coronavírus. “O que esta pandemia nos deixa claro é que está escancarada a desigualdade que temos no nosso município. Uma grande quantidade de cidadãos que vive uma situação financeira grave e de falta de oportunidades”, argumentou.

Saúde

De março deste ano até setembro, a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina pretende destinar R$ 41 milhões para ações contra a covid-19, incluindo a contratação de profissionais de saúde, ampliação de leitos e adequação de unidades de saúde para atender especificamente a problemas respiratórios, como a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, que se tornou referência para casos suspeitos do novo coronavírus.

O secretário Felippe Machado garantiu que o cenário de Londrina está melhor do que o de outras cidades do estado, como Cascavel e Curitiba, que já estão perto de atingir a capacidade máxima das Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com Machado, a taxa de ocupação de leitos de UTI em Londrina é de 49%, porém, ele afirma que o índice não é motivo para deixar de se preocupar com o vírus. “Isso não nos permite que haja um sentimento de que a pandemia acabou. Estes leitos são finitos. Entramos agora nos meses de maior estresse, junho e julho, o que já era esperado, porque há um aumento na demanda de serviços de saúde por conta das causas respiratórias”, justificou.

Ainda segundo o secretário municipal de Saúde, desde o início da pandemia foram abertos na cidade 96 leitos de UTI no SUS exclusivos para pacientes com o novo coronavírus, além de 72 leitos de enfermaria no Hospital Universitário (HU) de Londrina. De acordo com Felippe Machado, o HU deve disponibilizar nos próximos dias mais 30 novos leitos de UTI adulto e 14 no setor de pediatria.

Comissões

A Comissão de Seguridade Social da Câmara de Londrina é formada pelos vereadores João Martins (PL), Jairo Tamura (PL) e Estevão da Zona Sul (PL). A Comissão de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização tem como integrantes Vilson Bittencourt (PSB), Amauri Cardoso (PSDB) e Estevão da Zona Sul. Por fim, a Comissão Especial de Acompanhamento do Orçamento, Receitas e Despesas Pró-Covid-19 é composta por Eduardo Tominaga (DEM), presidente; José Roque Neto (PSB), relator; e Amauri Cardoso, Felipe Prochet (PSD) e Pastor Gerson Araújo (PSDB) como membros.

Asimip/CML

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios