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Coleta seletiva, reutilização e reciclagem de resíduos domésticos, Industriais e da construção e demolição no centro dos debates O Brasil gera, em média, cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) por ano. Esse volume aumenta cerca de 3% de um ano para outro, índice que vem a ser superior à taxa de crescimento populacional, de 0,9%, considerando dados do relatório da ABRELPE de 2014.

O dado preocupa, tendo em vista o ritmo lento com que o setor avança desde a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS – Lei Federal n. 12.305/2010 – que estabeleceu quatro anos para a implementação da destinação adequada dos resíduos sólidos e rejeitos em todo o país, prazo esgotado em agosto de 2014.

O assunto está no centro das discussões do 6º Encontro de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos, Industriais e da Construção e Demolição – da Geração ao Descarte”, que acontece nos dias 9 e 10 de março de 2016, no Rio de Janeiro. O evento tem por objetivo debater todo o desenvolvimento da cadeia logística do segmento, os impactos causados, legislação vigente, entraves operacionais, suas dificuldades, carga tributária, incentivos, formas de financiamentos, bem como apresentar ao segmento o que há de mais moderno em tecnologia e gestão.

Reciclagem ainda engatinha

O Brasil ainda precisa avançar muito e de forma rápida na área de resíduos para começar a cumprir as determinações da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Para se ter uma idéia, do total de lixo produzido anualmente no Brasil, apenas 1% é reciclado, fazendo com que o País perca R$ 8 bilhões. Apenas 58% do lixo coletado seguem para aterros sanitários, apesar da coleta atingir 90,68%.

Por sua vez, a cadeia produtiva da construção civil consome entre 14 e 50% dos recursos naturais extraídos do planeta, gerando considerável quantidade de resíduos; No Brasil, os chamados RCD representam de 51 a 70% da massa dos resíduos sólidos urbanos. Quando mal gerenciados, degradam a qualidade da vida urbana, sobrecarregam os serviços municipais de limpeza pública e reforçam no país a desigualdade social, drenando recursos públicos continuamente para pagar a conta da coleta, transporte e disposição de resíduos depositados irregularmente em áreas públicas.

Em 2016, o evento prevê a realização da 1ª EXPORESÍDUOS do Rio de Janeiro, destinada a mostrar na prática as novidades tecnológicas para gestão e operação de Resíduos Sólidos Urbanos. O evento será uma oportunidade para a discussão em torno de modelos, soluções e cases eficientes na gestão de RCD, além da troca de informações e experiências pelas empresas que atuam no setor de gestão de resíduos. O encontro permitirá também a discussão de novas tecnologias, reunindo empresas de gestão, coleta e reciclagem de resíduos, construtoras, projetos e tecnologia, fabricantes de materiais e equipamentos, prestadores de serviços e empresas de engenharia.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo email inscricao.planeja@gmail.com ou pelo site www.planejabrasil.com.br , além dos telefones (21) 2262-9401 / 2215-2245.

Estudantes têm 50% de desconto na inscrição. Para as ONGs do setor, o evento disponibiliza uma inscrição como cortesia e 50% de desconto nas demais.

Temas em debate

Coleta Seletiva

Reciclagem

Resíduos da Construção Civil – RCC

Resíduos Domésticos

Resíduos Industriais

Logística Reversa

Resíduos de esgoto

Educação Ambiental

Cases e experiência na gestão de Resíduos.

Carlos Emmiliano Eleutério/Asimp

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