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Manancial corresponde a 60% da produção de água tratada na cidade
Asimp/PMR
Amostras de água e de resíduos do Ribeirão do Ema foram coletadas por alunos do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Professor Francisco Villanueva, em Rolândia, na última sexta-feira (27). Eles começam a monitorar a qualidade da água do manancial numa atividade que faz parte do projeto “Sustentabilidade: da Escola ao Rio”, desenvolvido pela Sanepar, Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) e Secretaria Estadual de Educação (Seed).
O monitoramento de rios por estudantes acontece em 21 cidades do Estado com o objetivo de disseminar o conceito de sustentabilidade e como este se aplica à qualidade e à conservação dos recursos hídricos. Em Rolândia, a prefeitura municipal também é parceria.
O gerente da Sanepar na região, Luiz Alberto da Silva, explica que mananciais em áreas próximas ao perímetro urbano, como o caso do Ema, estão mais suscetíveis à degradação. Ele acredita que o projeto deve subsidiar ações para mitigar a degradação e preservar o principal manancial de abastecimento de Rolândia.
O Ema corresponde a 60% da capacidade de produção do sistema, que conta, ainda, com a contribuição do Ribeirão Jaú (30%) e de poços (10%). “Também será oportunidade para os proprietários rurais, que moram na cidade, receber mais informações sobre a importância de preservar o manancial para manter a qualidade da água”, comenta Luiz.
A primeira coleta foi realizada na captação da Sanepar. “Foi um momento importante de discussão sobre o impacto dos resíduos na qualidade da água”, afirma a gestora ambiental da Sanepar, responsável pelo projeto na cidade, Andréa Fontes. No segundo ponto, numa propriedade agrícola, no médio curso do ribeirão, os alunos puderam conhecer mais sobre o uso e a ocupação do solo, a função social da terra, conservação e erosão, importância da água na agricultura e impacto das práticas agrícolas na qualidade e quantidade de água nos mananciais. As informações foram prestadas pelo agente de saneamento da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Rolândia, Paulo Lovato, que acompanha o projeto. “Os alunos se mostraram muito interessados e fizeram muitos questionamentos sobre composição da bacia”, afirma Paulo.
A professora Maria Aparecida Trostdorf, responsável pelo projeto no Villanueva, diz que o contato com o manancial foi muito estimulante e que os alunos se empenharam na coleta de amostras e no registro fotográfico. “Creio que o relatório da atividade ficará bem interessante. No final, os alunos irão apresentar o que aprenderam para outras turmas e para os pais. Será um bom incentivo para projetos futuros”, conclui Maria.
Até dezembro, estão previstas duas novas coletas de amostras de água para o monitoramento do manancial, caminhada ecológica nas ruas da cidade e plantio de árvores nativas.

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