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Localizada entre o Residencial Vista Bela e o Jardim Padovani, a área tornou-se ponto de descarte de resíduos de reciclagem e restos da construção civil

A Comissão de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização da Câmara Municipal de Londrina pretende desenvolver, em conjunto com secretarias municipais e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), um projeto de recuperação do fundo de vale localizado entre o Residencial Vista Bela e o Jardim Padovani, na região norte do município. Membro da comissão do Legislativo, o vereador Vilson Bittencourt (PSB) coordenou ontem (30) uma visita ao local acompanhado do secretário municipal de Ambiente, José Roberto Francisco Berhend, representantes da CMTU e membros da Guarda Municipal. Considerada área de proteção ambiental, a região tornou-se ponto de descarte irregular de resíduos de reciclagem e restos da construção civil.

O objetivo da visita foi verificar a atual situação do fundo de vale, que fica na Rua Amélia Avanzi, no trecho entre as ruas André Buck e Cléia Aparecida Soares Merighe. Em fevereiro, a região já havia sido alvo de uma Indicação enviada por Bittencourt à CMTU solicitando a limpeza e o recolhimento do material depositado irregularmente no terreno. Segundo Bittencourt, o fundo de vale recebe, entre outros materiais, rejeitos da reciclagem informal realizada na área. “Essa é uma região bastante carente e muitas pessoas não têm outra opção de renda, principalmente nesse momento de crise econômica do país. Elas enxergam a reciclagem como única possibilidade. Acontece que a reciclagem clandestina não segue critérios de preservação ambiental, o que resulta nessa situação. As pessoas retiram o que lhes é útil e o restante descartam no fundo de vale”, explica.

De acordo com o secretário municipal de Ambiente, José Roberto Francisco Berhend, a área já recebeu uma ação conjunta de diversos órgãos e secretarias, que notificaram as pessoas que haviam invadido o terreno e ali faziam a separação de materiais recicláveis. Atualmente já não há ocupantes no local. A região, porém, está coberta de restos de construção, telhas, móveis de madeira e embalagens de medicamentos, entre outros resíduos. “A gente vê que um dos fatores é a falta de conscientização, pois o município tem hoje dois pontos disponíveis para a recepção de resíduos de construção civil”, afirma Berhend. A menos de um quilômetro do fundo de vale funciona um Ponto de Entrega Voluntária (PEV) da prefeitura, espaço onde os moradores podem descartar resíduos de construção, móveis de madeira, podas de árvores, madeiras, colchões e sofás. O local recebe até um metro cúbico de rejeitos por pessoa, o que equivale a aproximadamente oito carriolas de pedreiro. O PEV fica aberto de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, e aos sábados, das 8 ao meio-dia.

Para o secretário municipal de Ambiente e o vereador Vilson Bittencourt, a limpeza do fundo de vale é apenas uma das medidas necessárias, pois o problema só será definitivamente resolvido com a oferta de possibilidades de renda para a comunidade. “Não basta chegar aqui o órgão público e retirar as pessoas, porque haverá novo acúmulo de materiais. Então é importante que a gente avance nessa discussão, principalmente com outras secretarias, afetas à questão social, no sentido de desenvolver uma forma de emprego e renda para essa comunidade”, ressalta Bittencourt.

Asimp/CML

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