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Ambientalista que percorreu todo o curso do rio, por terra e ar, faz um balanço da expedição

Após 15 dias explorando o rio Paranapanema, por terra e pilotando um paramotor, o ambientalista Lu Marini encerrou sua expedição ontem (4), fazendo um relato da jornada para cerca de 200 estudantes. O encontro aconteceu no município de Rosana (SP), onde o Paranapanema encerra seu curso de 929 quilômetros lançando-se às águas do rio Paraná. Em síntese, Marini avaliou que o Paranapanema possui “menos problemas e mais natureza”, se comparado a outros grandes rios também explorados por ele, como o Tietê e o São Francisco.

Dentre as impressões da viagem, o ambientalista destacou o rio limpo, cheio e margeado por muito verde. “O que mais me impressionou foram os longos caminhos que sobrevoei ao lado de florestas preservadas, e os cinturões de mata ciliar, mesmo em trechos com muitas fazendas de gado e plantações”, contou Marini para um público de 150 alunos da rede municipal de ensino e 50 integrantes do Projeto Guri – uma geração nova, que vive às margens do Paranapanema e tem nele um bem de valor natural e cultural a ser preservado.

Interessado não somente nas belezas naturais, mas também nas questões ambientais, o expedicionário se deparou com problemas como o descumprimento da legislação em Áreas de Preservação Permanente (APP). “Acho que o grande problema que afeta não só o Paranapanema, mas outros rios que sobrevoei, é a falta de consciência ambiental”, lamentou Marini. Em contrapartida, ele disse que foi surpreendente encontrar extensas áreas com matas preservadas, como no trecho entre as hidrelétricas Jurumirim e Chavantes, e o Parque Estadual Morro do Diabo, no Pontal do Paranapanema.

“Ver a natureza ganhando espaço em meio a tanto desenvolvimento me surpreendeu, me deixou muito feliz e também esperançoso quanto à superação dos problemas ambientais”, disse Marini.

Histórias Ribeirinhas

“Conhecer histórias de quem vive junto do rio, é sempre muito emocionante”, comentou Lu Marini sobre outro aspecto do projeto: colher relatos de pessoas que convivem com o Paranapanema e  acompanham suas mudanças. Por meio dessas entrevistas, Marini conheceu de poeta a atletas e pescadores. “O encontro com as crianças, nos meus pousos, foram também momentos de muita alegria. Uma recepção sempre calorosa, através de olhares curiosos”, relembrou o piloto.

Marini, que durante a jornada visitou vários projetos de preservação e recuperação ambiental, também se emocionou ao encontrar gente que trabalha a favor do rio, em ONGs e empresas. “Foi impressionante sobrevoar as áreas de matas às margens dos reservatórios de hidrelétricas e conhecer o trabalho do pessoal do Instituto de Pesquisas Ecológicas, de criação de corredores ecológicos para garantir vida longa ao ecossistema”, expôs Marini.

A exploração do Paranapanema contabilizou 987 quilômetros percorridos, 32 horas de voo e 18 municípios visitados em 15 dias. A empreitada teve patrocínio da Duke Energy, via Lei Rouanet. “Para viabilizar os projetos, busco pelo apoio de empresas que tenham responsabilidade ambiental e foi justamente o que encontrei na Duke Energy – uma empresa que devolve à natureza o que a natureza lhe oferece”, disse o piloto sobre o patrocínio. O resultado da expedição, o público poderá conhecer em um documentário e um livro, a serem lançados pelo ambientalista em agosto, mês de aniversário do Paranapanema.

A Duke Energy Brasil opera e administra oito usinas hidrelétricas instaladas ao longo do rio Paranapanema e duas pequenas centrais hidrelétricas no rio Sapucaí-Mirim, com um total de 2.274 megawatts (MW) de capacidade instalada. Em 2014, a companhia gerou 11,2 milhões de MWh, energia suficiente para abastecer 5,6 milhões de famílias ou 22 milhões de habitantes. Com cerca de 300 empregados no país, a Duke Energy Brasil representa o maior investimento internacional da norte-americana Duke Energy Corp.,a maior companhia de serviços públicos dos Estados Unidos.​

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