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Bacia do Rio das Cinzas está com cota de alerta hídrica em 75% dos pontos analisados. Entre as medidas de emergência que podem ser tomadas está a proibição da atividade pesqueira, a fim de garantir a preservação da fauna nativa.

Diante da crise hídrica na Bacia do Rio das Cinzas, no Norte Pioneiro, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, estuda as medidas necessárias para evitar danos ambientais no local. Os rios da região estão bem abaixo da cota média, cuja medição é feita de acordo com o volume de chuvas.

O Norte Pioneiro é uma região tipicamente agrícola e representativa para o lazer, recreação e pesca. Entre as medidas de emergência que podem ser tomadas pelo órgão ambiental, com o baixo nível dos rios, está a proibição da atividade pesqueira a fim de garantir a preservação da fauna nativa e suspensão de emissão de Outorga para Uso da Água para irrigação.

O IAT faz a medição do nível dos rios em todo o Estado e os dados são atualizados toda semana no site do instituto através do sistema do hidroinfoparaná. Somente na Bacia do Rio das Cinzas, são 15 estações fluviométricas, que mostram níveis abaixo da cota de alerta hídrica em 75% dos pontos analisados.

De acordo com o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, esse tipo de informação oferece suporte para que o órgão ambiental possa tomar decisões e compartilhar com a sociedade.

“Com esse sistema, fica mais fácil para a sociedade compreender as medidas que precisamos tomar, como a proibição da pesca e da queima da cana-de-açúcar, por exemplo”, disse. “Estamos em uma crise hídrica em que, historicamente, tem estações que nunca tiveram níveis tão baixos como agora”.

“Todos os rios do Estado estão com nível abaixo da cota média, porém a situação do Norte Pioneiro é bem preocupante”, disse o gerente de Fiscalização e Monitoramento do IAT, Álvaro de Góes.

A Bacia do Rio das Cinzas, que compõe os rios do Norte Pioneiro, contém dois grandes e importantes rios: o das Cinzas e o Laranjinha. A área total deles representa 8% do território paranaense, onde vive população estimada de 500 mil habitantes.

De acordo com o chefe regional do IAT de Cornélio Procópio, João Carlos Ferreira, a crise hídrica na região é uma preocupação do IAT há mais de um ano. “Com o nível baixo dos rios, a principal preocupação é com a pesca predatória e, com isso, acabamos intensificando a nossa fiscalização para evitar essa atividade”, afirmou. “Estamos com esse alerta ligado há alguns meses e não vemos melhoras”.

Peixes

Enquanto as políticas públicas não são oficializadas, é preciso que as pessoas tenham conscientização para não comprometer a população futura de peixes. “As matrizes nativas do Estado podem ser prejudicadas, caso sejam retiradas das águas nessa crise hídrica”, destacou Ferreira. De acordo com ele, a região é bastante rica em espécimes de peixes nativos, como pintado, dourado, barbado, curimba, piapara, piava e pacu.

Nível dos rios

O Rio Laranjinha está com apenas 33% da cota média de água. Isso significa que a população de peixes perdeu 67% do seu habitat natural. A cota média do rio é de 124 cm e, atualmente, está com 42 cm.

O que se vê, especialmente no trecho da ponte que liga os municípios de Nova Fátima a Ribeirão do Pinhal, onde se encontra o Laranjinha, utilizado para o abastecimento público dos municípios Jacarezinho, Joaquim Távora, e Quatiguá, é pouca água, com as pedras já totalmente expostas.

No trecho do Rio das Cinzas, na ponte que liga Bandeirantes a Andirá, o nível da água está em 34 cm, diante de uma cota média de 90 cm, o que representa 37% da normalidade. Neste rio, existe a captação de água para abastecer os moradores de Bandeirantes, Tomazina e Andirá.

AEN

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