Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

AEN

Integrantes do Comitê Paranaense para a Rio+20 entregaram ontem (14) ao governador Beto Richa o documento "Paraná: o Futuro Que Queremos". O texto, elaborado por integrantes da sociedade civil e de instituições públicas, apresenta o posicionamento do Estado em relação às diretrizes da conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) que acontece no Rio de Janeiro. São metas e sugestões que servirão de subsídio para programas do Estado nas áreas de meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

O documento foi idealizado a partir de uma articulação com o Fórum Permanente da Agenda 21 Paraná, com base nas opiniões de 1.252 pessoas, colhidas por meio de consulta pública eletrônica e em reuniões com representantes de 80 instituições públicas e privadas. “É um documento completo, que vai complementar as ações do nosso governo e trazer uma valiosa contribuição para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, disse o governador, que criou o Comitê Paranaense para a Rio+20 por meio de um decreto assinado em 2011.

Richa apresentará o documento durante um dos eventos que participará na Rio+20. Ele também vai apresentar o programa Bioclima, lançado em abril para incrementar as ações voltadas à conservação da biodiversidade paranaense e estabelecer procedimentos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, visando à melhoria da qualidade de vida da população do Estado. “Esse programa tem medidas inovadoras e certamente servirá de exemplo para os estados brasileiros e de outros países”, disse o governador.

As discussões e diretrizes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) serão concentradas na economia verde, erradicação da pobreza e governança institucional para o desenvolvimento sustentável. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Jonel Iurk, é sobre esses eixos que foram desenvolvidas as propostas compiladas no documento "Paraná: o Futuro Que Queremos".

Propostas

Com o propósito de orientar o desenvolvimento sustentável do Paraná, o documento define metas e sugestões apresentadas pela sociedade paranaense para as seguintes áreas: Agricultura, Água, Biodiversidade, Direitos Animais, Educação, Habitação, Institucional, Juventude, Saneamento, Segurança Pública, Mobilidade Urbana e Turismo.

De acordo com o secretário Jonel Iurk, muitas ações propostas já estão incluídas no plano de ação do governo Beto Richa para o período 2011-2014. “São ações importantes para a concepção de uma política pública voltada para a economia verde e a erradicação da pobreza”, disse ele.

Biodiversidade

É o caso do programa de Pagamento por Serviços Ambientais, em especial para preservação de córregos e nascentes nas áreas rurais e urbanas. Ainda em relação à preservação dos rios, o documento prevê a definição de metas para a recuperação ambiental de todas as baías do Litoral e medidas de educação ambiental e combate a erosão.

Na área da agricultura, são propostas ações como a criação de sobretaxas e tributos sobre produtos que utilizem agrotóxicos, além de medidas de estímulo ao consumo de alimentos orgânicos, principalmente entre as crianças. Entre as metas estão ainda a garantia de conservação das áreas frágeis do litoral paranaense, em especial as restingas e manguezais, e suas inter-relações com a pesca artesanal e cultura local, fortalecendo a fiscalização da pesca predatória.

Cidadania

Para a proteção animal, o documento prevê a estruturação de promotorias de defesa dos animais em diversas regiões do Estado e a criação de santuários ecológicos para que animais mantidos em cativeiro ou sob exploração possam ser devolvidos ao seu habitat, entre outras.

Das propostas para a educação, destaca-se a implantação de projetos de educação ambiental em todas as escolas paranaenses e o incentivo à pesquisa voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Entre as principais sugestões estão ainda o estabelecimento, em nível estadual, de mecanismos para a redução gradativa do processo produtivo e do consumo de cigarros; a mudança do índice de avaliação do desenvolvimento, incluindo outras variáveis, pois o PIB mede somente a economia; e estabelecimento de uma data limite para que os veículos produzidos não utilizem combustíveis poluentes e nem causadores de impactos ambientais ou sociais.

Diálogo

Para ampliar a participação da sociedade, o documento foi construído com base em contribuição de diversas instituições, como ONGs, movimentos sociais, trabalhadores, comunidade acadêmica, setor empresarial e setor governamental.

Rosana Vicente Gnipper, coordenadora do Comitê Paranaense e do Fórum Permanente da Agenda 21 Paraná, explica que o texto é baseado em opiniões que levam em conta a realidade dos últimos vinte anos, tendo como referência a Rio 92 e a perspectiva para os próximos anos, após a Rio+20.

Elcio Herbst, representante da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), disse que a indústria compartilha da busca pelo desenvolvimento sustentável. “Nosso objetivo é fortalecer o Estado, com aumento de produtividade e respeito ao meio ambiente”, afirmou Herbst, que participou da elaboração do documento.

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios

Utilizamos cookies e coletamos dados de navegação para fornecer uma melhor experiência para nossos usuários. Para saber mais os dados que coletamos, consulte nossa política de privacidade. Ao continuar navegando no site, você concorda integralmente com os termos desta política.