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Londrina apresenta iniciativas em Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza

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Diversos especialistas convidados debateram as soluções implantadas e aquelas que podem vir a ser efetivadas em prol de cidades mais inteligentes e sustentáveis

Nesta semana, Brasília foi palco de discussões acerca da utilização de infraestruturas verdes como soluções aos conflitos urbanos. A cidade recebeu o Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza, em que a assessora de Políticas Sustentáveis e Integração Metropolitana, Roberta Silveira Queiroz, apresentou as iniciativas que Londrina vem estudando e desenvolvendo.

O encontro reuniu representantes, pesquisadores, urbanistas, arquitetos e estudiosos de diversos países como do Brasil, Alemanha, Dinamarca, Inglaterra e Espanha. Juntos, eles debateram as estratégias que já foram implementadas localmente e que foram bem-sucedidas em prol do desenvolvimento sustentável do solo, da natureza, da biodiversidade e das cidades como um todo, assim como a importância das zonas verdes urbanas, de medidas para a gestão de resíduos, de água e da eficiência energética e uma gestão ambiental integrada.

Segundo a assessora de Políticas Sustentáveis e Integração Metropolitana, o encontro foi bastante enriquecedor e trouxe ideias que podem vir a ser implantadas em Londrina, visto que -diferente de municípios mais antigos- a cidade ainda pode trabalhar em prol de medidas preventivas e não apenas reparadoras de erros. “Londrina ainda tem potencial de trabalhar no aspecto preventivo do planejamento, porque temos identificado as áreas de vulnerabilidade ambiental, o próprio Parque Linear do Ribeirão Cambé é uma solução baseada na natureza. Nosso maior potencial é o trabalho que está sendo feito em âmbito metropolitano. As discussões foram muitas ricas e trouxeram construções conjuntas ”, lembrou.

As soluções baseadas na natureza são iniciativas como o incentivo às hortas e pomares urbanas e a criação de cinturões verdes como barreira sanitária dentre a área urbana e rural, por exemplo. Elas já vêm sendo discutidas nos projetos como o Interact-Bio, que envolve toda a região metropolitana de Londrina, no Cities of Nature e outros que englobam os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, na revisão do Plano Diretor, que está sendo realizada este ano, os técnicos da Prefeitura de Londrina estão investindo em uma base de dados que fornecerá subsídios para as estratégias que hoje se discutem. Para isso, eles estão executando o mapeamento de todas as áreas da cidade e da região metropolitana, com imagens do uso e ocupação do solo, da bacia hidrográfica, das áreas sujeitas à alagamento e inundações, os locais geradores de óleo de fritura na cidade, pontos de descarte de efluentes, de descarte de resíduos, e de captação de água.

De acordo com Roberta, com a apresentação dos especialistas foi possível perceber que muitas cidades da Europa passaram por fases em que foi necessário retornar a estados anteriores, realizando, por exemplo, a descanalização de rios e lagos e as desapropriações para o alargamento das vias e estradas, o que se reverteu em benefícios econômicos e sociais para as cidades.

Um dos exemplos apresentados no seminário foi a cidade de Vitoria-Gasteiz, localizada na Espanha. O local iniciou os trabalhos de alterações urbanísticas nas áreas públicas e depois estendeu às privadas. Em cinco anos, o município teve um retorno de 75 milhões de turistas e passou a ser a capital verde da Europa.

Além disso, por meio dos workshops com os especialistas apresentaram-se os fundos de financiamento para ações voltados ao desenvolvimento sustentável e as plataformas de troca de informações e compartilhamento de iniciativas bem-sucedidas, para que os gestores possam dar continuidade ao repasse de conhecimentos em prol da cocriação e da participação social na gestão democrática das cidades.

Participaram do encontro, os representantes do ICLEI da América do Sul e da Europa, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Cidades, Ministério do Planejamento, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), a Direção Geral de Ciência, Investigação e Desenvolvimento (DG RTD), Indo-German Biodiversity Programme (GiZ), UnaLab, Connecting Nature, Naturvation, Urbinat, Clever Cities, Fundação Getulio Vargas (FGV),  OpenNess, dos municípios de Campinas, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Florianópolis, Salvador, Sorocaba, Niterói, e de países da União Europeia, entre outros.

Ana Paula Hedler/NC/PML

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