Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Caso decidam optar pela continuidade do enterramento, IAP, IBAMA e Consórcio Energético Cruzeiro do Sul devem apresentar estudos que garantam a sua segurança

O Ministério Público Federal em Londrina expediu, no último dia 21 de julho, recomendações ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA), Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Consórcio Energético Cruzeiro do Sul (CECS), com o objetivo de paralisar imediatamente o enterramento de resíduos vegetais na área do futuro reservatório da Usina Hidrelétrica Mauá (UHE Mauá). No caso da opção em manter esta prática, o MPF recomendou que a continuidade dos trabalhos deve ficar condicionada à apresentação de estudos que garantam a segurança em relação à qualidade da água após o enchimento do reservatório e operação da usina.

Em março de 2011, o MPF realizou visita às áreas de supressão de vegetação da UHE Mauá juntamente com representantes da Universidade Estadual de Londrina, FUNAI e ONG MAE. Na ocasião, constatou-se o enterramento de resíduos vegetais (toras de madeira leve, galhos, folhas e serapilheira) dentro da área do futuro reservatório. O MPF entende que a técnica utilizada na UHE Mauá pode gerar sérias interferências na qualidade da água, como aconteceu na UHE Serra do Falcão, onde foi utilizada esta prática e aconteceu um desastre que ocasionou a morte de 4,7 toneladas de peixes pela drástica diminuição de oxigênio dissolvido, devido a poluição por matéria orgânica. Há grande probabilidade deste desastre ter relação com o enterramento do material orgânico.

O IBAMA, IAP e CECS têm um prazo de 5 dias úteis para informarem o MPF quanto ao atendimento das recomendações.

(Asimp/MPF)

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios