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O deputado federal André Vargas (PT-PR) comentou nesta quarta-feira, 25/11, a votação ocorrida ontem à noite do Código Florestal. Sob polêmicas, Vargas destaca que toda modernização é fundamental. O atual Código é da década de 60 e hoje se tem uma outra realidade na agricultura - questão ambiental, evolução da ciência, produtividade. “Houve avanços na agricultura, na questão dos transgênicos, na proteção das lavouras contra as pragas e até dos efeitos climáticos, no financiamento da agricultura e por isso é preciso modernizar”, defendeu Vargas.

No entanto, o texto aprovado ontem precisa de correções do Senado, avalia o petista. “É preciso pensar na agricultura, mas também é necessário pensar no meio ambiente. Não queremos um código que vá incentivar o desmatamento e nem anistiar desmatadores. Votamos o relatório do Aldo [Rebelo] (PCdoB) que era um relatório equilibrado, mas depois o próprio relator apoiou uma emenda, juntamente com as lideranças ruralista – que se acham os únicos pensadores em relação à ocupação do solo – lamentamos a atitude e pretendemos corrigir estas distorções no Senado”, afirmou.

Segundo Vargas, o governo quer sim pensar na agricultura, mas sem deixar de pensar no meio ambiente, na preservação ambiental, dos mananciais. “O Brasil é uma referência na preservação ambiental e na agricultura. Não queremos fazer uma opção entre um e outro. Precisamos optar por um mundo equilibrado, que não vai durar só 100 anos, mas mil anos. As leis que vamos aprovar por aqui impactam naqueles que estão por vir”, declarou.

Segundo o deputado, a presidenta Dilma é contrária à emenda dos ruralistas que prevê anistia para quem desmatou e transfere para os estados a possibilidade de legislarem sobre limites de áreas de preservação e que também não tem apoio do governo. “Em Santa Catarina, as leis ambientais são definidas pelo Estado e vimos a tragédia - ocupação de morros e encostas de áreas muitos perigosas. Não podemos estadualizar uma discussão como esta. É importante um eixo central na questão ambiental. Não podemos abrir mão disso e a União vai até o final para impedir [a estadualização]”, enfatizou.

Vargas prossegue numa situação hipotética; imagine se o governo da Amazônia tivesse a liberdade total para fazer o que quisesse com a floresta. Ou o governo do Paraná, fazer o que quiser com a mata atlântica. “São biomas, são patrimônios da humanidade e que devem ser cuidados pelos brasileiros concentrados no Governo Federal, no Congresso Federal e no Supremo Tribunal Federal”, finalizou.

(Meire Bicudo/Asimp)

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