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O Paraná é o único Estado do Brasil em que todos os municípios contam com planos de ação para enfrentar desastres naturais. A medida permite agir na prevenção e serve para os 399 municípios aprimorarem o atendimento ao cidadão afetado por vendavais, chuvas intensas, enxurradas e acidentes rodoviários com veículos que transportam produtos químicos. 

“É uma vitória do Paraná”, diz o coordenador executivo da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Paraná, tenente-coronel Edemilson de Barros. “Com este trabalho, damos um grande passo para prevenir acidentes e evitar tragédias e prejuízos financeiros à população.” 

Para a elaboração dos planos de contingência, previstos em lei federal, os municípios contaram com uma ferramenta online e gratuita elaborada pela Defesa Civil do Paraná e a Celepar - Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná. 

ESTRUTURA - Os municípios cadastraram no sistema as áreas de risco, com fotos e mapas, e os principais acidentes registrados na cidade. Também indicaram os locais que poderão servir para acolher desabrigados (escolas, igrejas) em casos de acidentes, os recursos existentes para o apoio ao atendimento (veículos, ambulâncias, maquinário) e definiram os responsáveis por cada função, com telefones e endereços para contato. 

“Ao levantar os dados, os gestores municipais também puderam conhecer mais suas regiões e se organizar para alertar o cidadão e atendê-lo em casos de desastres”, diz o coronel Barros. 

Somente neste ano, o Paraná registrou 528 ocorrências de desastres naturais. Os acidentes afetaram 1,3 milhão de pessoas e os municípios registraram prejuízos de quase R$ 1 bilhão. 

A elaboração dos planos de contingência pelos 399 municípios é mais uma meta cumprida dos contratos de gestão, assinados pelo governador Beto Richa e secretários de Estado em 2012. 

Todo ano, os municípios deverão atualizar os planos. Os documentos despertaram interesse dos coordenadores de Defesa Civil de outros Estados, como Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rondônia e Espirito Santo, que já buscaram a metodologia desenvolvida no Paraná. 

PREVENÇÃO - Além dos planos de contingência, o Governo do Paraná tem uma série de investimentos programados e em execução para que os paranaenses tenham conhecimento antecipado da ocorrência de eventos climáticos severos e assim possam se proteger a tempo. 

O Estado está investindo R$ 80 milhões no Programa de Fortalecimento da Gestão de Riscos e Desastres e mais R$ 120 milhões no Programa de Gestão Sustentável de Microbacias. 

Entre os investimentos já realizados estão a aquisição de 100 estações hidrométricas automáticas, conectadas a satélites, para monitorar o nível dos rios (R$ 2,4 milhões); a compra de 15 estações meteorológicas avançadas, conectadas a satélites, para monitorar chuvas e ventos (R$ 500 mil) e de um supercomputador para melhorar os modelos de previsão de chuvas (R$ 1,2 milhão), além do desenvolvimento de modelos matemáticos para aumentar a precisão da previsão de chuvas e relacioná-las com as enchentes (R$ 1,5 milhão). 

RADAR - Em abril, o governador Beto Richa inaugurou em Cascavel um novo radar do serviço de meteorologia do Instituto Simepar. Com tecnologia de ponta, o equipamento custou R$ 9 milhões e assegurou um salto de qualidade na previsão de chuvas e ventos, bem como na detecção de eventos severos como granizo, tempestades e vendavais para a região Oeste do Paraná. 

O novo radar integra a Rede Paranaense de Monitoramento Hidrometereológico (REPAMH), que está sendo instalada no Estado e que disponibiliza dados meteorológicos em tempo real, além do monitoramento do nível dos rios em todas as bacias hidrográficas do Paraná e da quantidade de chuva. A Rede integra o Programa de Fortalecimento da Gestão de Riscos e Desastres Naturais (SIGRisco), lançado pelo governador em junho de 2013. 

Os 2,2 mil colégios estaduais do Paraná e as 413 escolas da rede especial fazem parte da Brigada Escolar e contam com brigadistas e equipamentos de combate a incêndios e rota de fuga. O programa transmite aos estudantes, funcionários e professores a cultura da prevenção de riscos. 

O Paraná também apresentou neste ano os resultados de um inventário inédito, que mostra a quantidade de gases de efeito estufa que os principais setores da economia emitem na atmosfera. É o primeiro levantamento realizado no Estado e dará suporte para ações de redução e neutralização das emissões e para os estudos sobre mudanças climáticas 

ATENDIMENTO – As cidades do Paraná também contam com as aeronaves do Grupamento Aeropolicial e Resgate Aéreo (Graer), para transporte de pessoas em situação de calamidade, urgência e emergência médica e órgãos para transplante, além do apoio a operações policiais. 

O grupamento conta com helicópteros e aviões e tem bases em Curitiba, Londrina e Guarapuava. Além disso, um helicóptero fica baseado em Cascavel para atendimento da região na área de urgência e emergência. 

De 2011 para cá, as aeronaves já auxiliaram no salvamento de mais de 1.000 vidas no Paraná. 

Desastres naturais em 2014 

Ocorrências: 528 casos, com 183 situações de emergência e 3 casos de calamidade pública 

População afetada: 1.303.207 pessoas, com 56 mil desalojados, 7.731 desabrigados, 395 feridos e 23 mortos 

Municípios atingidos: 241 

Prejuízo registrado: R$ 991.156,362,21 

Principais tipos de acidente em 2014 

Chuva intensa – 189 casos 

Vendaval – 90 casos 

Granizo – 67 casos 

Enxurrada – 51 casos 

Acidentes em transporte de produtos químicos: 33 casos 

Agência de Notícias PR 

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