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As ações de controle de acidentes com águas-vivas adotadas pelo Paraná serão levadas a Brasília, para que sejam adotadas em outros estados litorâneos. Ontem (9), o relatório foi apresentado a Guilherme Carneiro Reckziegel, coordenador do Programa Nacional de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde. Ele reuniu-se, no quartel do Corpo de Bombeiros em Matinhos, com agentes das secretarias estadual e municipal da Saúde e bombeiros.
Desde o início da temporada, em 16 de dezembro, foram registrados 17.698 casos de lesões por contato com água-viva, principalmente em Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná, o que caracterizou um surto desses animais no litoral paranaense. “Temos pouco material relacionado a acidentes com animais aquáticos. Vamos investigar o surto, reunir todo o material e montar um grupo técnico voltado a orientar todos os estados sobre prevenção em casos de surto com água-vivas”, afirmou Reckziegel.

O trabalho desenvolvido no Paraná vai servir para a elaboração de uma proposta nacional de como se prevenir em casos de acidentes com animais aquáticos. “Até o momento não temos soroterapia para animal aquático. Se novamente acontecer um surto, os estados podem tomar medidas imediatas”, disse Reckziegel.

Preparo

De acordo com a responsável pelo Departamento de Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Ivana Lúcia Belmonte, o Paraná se preparou para atender casos de veranistas queimados pelas águas-vivas. “Foi feito um trabalho com os primeiros casos, antes do surto, com uma investigação epidemiológica, notificação, acompanhamento e identificação do animal marinho. Existem animais que causam acidentes mais graves. Como ficou caracterizado que eram acidentes leves, as medidas foram tomadas conforme o grau da queimadura”, detalhou Ivana.

Também foi feito trabalho preventivo, com treinamento do Corpo de Bombeiros, das equipes de Saúde, do corpo clínico de hospitais e postos de saúde, de técnicos da Vigilância Sanitária - que coletaram amostras dos animais - e de funcionários da Vigilância Epidemiológica, que investigaram e acompanharam os casos.

Mesmo com a redução nos números de acidentes com animais marinhos, os guarda-vidas alertam os veranistas para que tomem cuidados antes de entrar no mar. “Se houver aumento de casos, o Corpo de Bombeiros interdita a praia para maior segurança do veranista. Os números de incidentes caíram consideravelmente, mas o veranista deve se informar com o guarda-vidas sobre a situação da praia”, orientou o comandante do Corpo de Bombeiros na Operação Verão, tenente-coronel Edemilson Barros

Prevenção

O Governo de Estado vai continuar, ao longo do ano, o trabalho de monitoramento do número de casos nas praias e também de prevenção. Ações de orientação serão intensificadas no período do carnaval, com a distribuição de panfletos informativos nos pedágios e balneários.

De acordo com a Secretaria da Saúde, não foram registrados casos graves de acidentes com águas-vivas. “É importante que haja o tratamento correto no momento da lesão no mar. Deve-se fazer o uso do vinagre, e não de outras substâncias. E, no caso de pessoas alérgicas, que elas sejam levadas para serviços de saúde para receber atendimento mais adequado”, frisou Barros.

(AEN)

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