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Foi assinado na terça-feira (21), em Curitiba, um protocolo de intenções que prevê o uso da parte do resíduo sólido, que não pode ser encaminhado para reciclagem ou para aproveitamento orgânico, para ser queimado em cimenteiras e transformado em Combustível Derivado de Resíduos (CDR) como substitutivo ao coque nos fornos destas empresas.

O protocolo envolve formaliza as parcerias do Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos – Conresol, formado por 23 municípios da Região Metropolitana de Curitiba; o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e as empresas Votorantim Cimentos, Supremo Cimentos e Cimento Itambé. Assinaram o documento o presidente do IAP, Paulino Mexia; o prefeito de Curitiba e presidente do Conresol, Rafael Greca, os representantes das empresas de cimento.

“Trata-se de uma iniciativa de grande impacto social, econômico e ambiental, que vai ao encontro das ações do Governo do Paraná, no incentivo de geração de energia limpa no Estado”, afirmou o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antônio Carlos Bonetti.

Sustentável

O prefeito de Curitiba destacou que a ideia é que os fornos que fazem cimento deixem de consumir o coque de carvão, altamente poluente e cancerígeno, e passem a utilizar o combustível derivado de resíduos, que é mais sustentável do ponto de vista ambiental. “Com isso, em dez anos, vamos reduzir em 90% o volume que vai para o aterro. Vamos economizar dinheiro e parar de passear com o lixo. A nossa Grande Curitiba vai ficar mais limpa e energeticamente mais correta”, disse Greca.

A intenção é aproveitar, também, a quantidade de indústrias de cimento na região que podem colaborar com o aproveitamento dos resíduos. “Esse é um projeto inovador, viável economicamente e com enfoque na questão social. Entendemos que essa é uma solução não só para os municípios, mas também, para o nosso negócio”, disse o gerente-geral da Votorantim, Eduardo Porciuncula.

União de esforços

O documento prevê a união de esforços para avaliar as potencialidades de produção e consumo do CRD, intercâmbio de técnicas, rede de pesquisa, além da viabilidade econômica e ambiental da técnica.

Segundo o presidente do IAP, Paulino Mexia, o instituto fará a triagem dos resíduos para selecionar o que poderá ou não ser aproveitado na fabricação do CDR, antes ser enviado ao aterro.

“Uma parceria onde o IAP trabalhará junto com os municípios, simplificando os licenciamentos ambientais e orientando todo esse processo. A intenção é buscar a destinação ambiental adequada”, destacou.

De acordo com a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, a Região Metropolitana gera cerca de 2.800 toneladas por dia de lixo. “Com esse projeto, cerca de 31% dos materiais recicláveis produzidos têm potencial de aproveitamento energético”, afirmou.

Plano de resíduos

Essa é uma das alternativas sugeridas no Plano de Gerenciamento do Tratamento e Destinação Final de Resíduos Sólidos, que estabelece ações do Conresol pelos próximos 20 anos.

O Plano tem como objetivo priorizar a separação de materiais recicláveis para minimizar a geração de resíduos na fonte e reduzir os riscos ao meio ambiente. Além disso, busca assegurar o correto manuseio, aproveitamento, tratamento e destinação final dos resíduos.

Consórcio

O consórcio é responsável pela organização da gestão do sistema de tratamento e destinação dos resíduos sólidos. Abrange uma área de mais de nove mil quilômetros quadrados, com três mil habitantes. O sistema está sendo concebido de forma a atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Fazem parte do grupo: Adrianópolis, Agudos do Sul, Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Contenda, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Mandirituba, Quatro Barras, Quitandinha, Piên, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e Tunas do Paraná.

AEN

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