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Representantes da sociedade civil, poder público e usuários participaram de audiência pública para apresentação e discussão do reenquadramento dos rios da Bacia do Tibagi, na noite desta segunda-feira (19), na Universidade Estadual de Londrina. Promovida pelo Comitê da Bacia do Rio Tibagi, a audiência teve caráter consultivo e reuniu sugestões que deverão aprimorar o plano de efetivação da proposta. Em Ponta Grossa, audiência com a mesma finalidade será na noite desta terça-feira (20).
 
A proposta do Comitê foi definida após ampla discussão na Câmara Técnica de Acompanhamento do Plano e, posteriormente, em reuniões abertas com a comunidade, em Ponta Grossa e em Londrina. O estudo aprofundado sobre a bacia vem sendo realizado desde 2013. O documento final propõe o enquadramento dos rios na classe 2 na maior parte da extensão da bacia, sendo que, corpos hídricos menores, que figuram como receptores de efluentes doméstico e industrial, foram enquadrados na classe 3. Na proposta, também constam metas progressivas que deverão ser alcançadas até 2025 e metas finais, até 2035.

O reconhecimento do saneamento de Londrina, dado pelo Instituto Trata Brasil, especialmente em relação aos altos índices de coleta e de tratamento de esgoto na cidade foi destaca pelo gerente geral da Sanepar, Sérgio Bahls. Ele lembra que a postura é sempre apoiar as decisões do Comitê. “Mais do que ninguém, a Sanepar tem preocupação com a qualidade dos rios para garantir a quantidade e a qualidade do abastecimento público. Além disso, temos investido muito para aprimorar as unidades de tratamento de esgoto”, destaca.

Estações de tratamento de esgoto de Londrina estão recebendo obras de melhoria operacional que ultrapassam R$ 50 milhões. “Estamos investindo para melhorar a qualidade do efluente final. Já temos índice de coleta e tratamento muito superior a outras cidades brasileiras do mesmo porte”.

Bahls lembra ainda que a Companhia está envolvida diretamente no plano de recuperação do Rio Iguaçu. “Trata-se de uma decisão de governo e representa um investimento sem precedentes, que deve repercutir em outras regiões do Paraná”, afirma.  
 
CONTEXTO – No Brasil, os Comitês de Bacia, formados por representantes do governo e da sociedade civil, têm autoridade para definir o enquadramento dos rios. A classificação é definida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e determina a atividade e o potencial uso de cada rio ou córrego. As cinco classes são: especial, 1, 2, 3 e 4. A proposta de enquadrar os rios da área de abrangência da Bacia do Rio Tibagi nas classes 1, 2 e 3 e de não ter mais classe 4 foi aprovada pelo Comitê da Bacia do Rio Tibagi no fim de agosto

Sanepar - Comunicação Social - Londrina

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