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Reservatórios

Os reservatórios de quatro usinas hidrelétricas sob concessão da Duke Energy no Rio Paranapanema receberão 300 mil curimbatás e 100 mil pacus jovens. As solturas, em lotes de 100 mil cada, serão realizadas pela companhia nos lagos das usinas: Rosana, no dia 14; Jurumirim, no dia 17; Capivara, no dia 18; e Canoas II, no dia 19. A escolha dos pontos de soltura considera a importância da espécie no ambiente, sua aptidão em relação ao aproveitamento dos recursos alimentares disponíveis e abrigo contra predadores.

Em janeiro, a Duke Energy já havia colocado 300 mil curimbatás em seus reservatórios do Paranapanema, e até o final do ano serão 1,5 milhão de peixes jovens de espécies nativas soltos – uma meta anual que a empresa cumpre desde 2001, ano em que iniciou seu programa de repovoamento da Bacia do Paranapanema com o objetivo de contribuir para a recuperação do estoque pesqueiro na região.

Antes das ações, a Duke Energy comunica as prefeituras municipais, por meio das Secretarias de Meio Ambiente. “Solicitamos que convidem autoridades, representantes de ONGs, lideranças locais e fazemos parceria com as secretarias de Educação para proporcionar a alunos de escolas municipais a palestra ‘Reprodução de Peixes’, sobre reprodução em cativeiro e os benefícios do repovoamento para o meio ambiente e as comunidades”, conta o analista de Meio Ambiente da companhia, Luis Augusto Perino, que ministra as palestras e depois acompanha os estudantes ao local da soltura.

Seleção

Sobre as duas espécies utilizadas – curimbatá e pacu – o biólogo da Duke Energy e coordenador do programa, Norberto Vianna, diz que a seleção das espécies trabalhadas pelo programa é orientada pelo estudo das populações de peixes nos reservatórios. “São espécies que têm melhores condições de aproveitar os recursos alimentares e são importantes para a economia e cultura da pesca local, tanto amadora como profissional”, detalha. Além de curimbatá e pacu, a Duke Energy vem utilizando no repovoamento do Paranapanema e seus afluentes: piracanjubas, piaparas, dourados e piava-três-pintas.

Na Estação de Hidrobiologia e Aquicultura, localizada na usina Salto Grande, são realizadas as pesquisas, a reprodução e o desenvolvimento dos peixes para o repovoamento. O complexo, que ocupa 22 mil metros quadrados, inclui laboratórios para reprodução de peixes, tanques de larvicultura e 53 tanques de alevinagem e estocagem de matrizes.

Ednéia Silva/Asimp

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