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Meio Ambiente 05/05/2012  09h59

Sanepar planta 15 mil árvores em duas estações de tratamento de esgoto de Londrina

Mudas formam cinturão florestal e cortinas verdes para minimizar os efeitos da emissão dos gases gerados nas ETEs

Sanepar planta 15 mil mudas de árvore para reduzir impacto de odores emitidos nas estações de tratamento de esgoto de Londrina

A Sanepar está concluindo o plantio de aproximadamente 15 mil mudas de árvores que vão formar a cortina verde e o cinturão florestal nas estações de tratamento de esgoto (ETE) Norte e Cafezal em Londrina. O cinturão florestal é mais largo do que as cortinas verdes, geralmente formadas por três fileiras de árvores, mas ambos têm a mesma função, que é minimizar os efeitos dos gases emitidos durante o processo de tratamento, além de isolar visual e fisicamente estas unidades.

Na ETE Norte, localizada no Jardim Eucalipto, o plantio foi realizado numa área de cerca de 10 hectares, adquiridos pela Sanepar para evitar loteamentos no entorno da unidade. Foram plantadas 14.219 mudas de árvores nativas da região. Na ETE Cafezal, na Região Sul da cidade, foram plantadas 916 mudas para reflorestar a área de preservação permanente do Ribeirão Cafezal. “Com estes plantios, estamos nos antecipando ao novo Código Florestal”, diz o gerente industrial da Sanepar na regional Londrina, Roberto Arai.

A Sanepar também está ampliando os investimentos em processos que permitam reduzir e controlar a emissão de gases. “Estamos realizando os levantamentos técnicos nas proximidades da ETE Caçadores, em Cambé, para formar o cinturão florestal. Enquanto as árvores crescem, mantemos as ações para minimizar a emissão de odores na atmosfera com a aplicação de produtos químicos e o tamponamento dos processos nas unidades que mais liberam odor”, destaca.

Obra

Na ETE Esperança, Região Sul de Londrina, a Sanepar vai implantar o sistema de controle de odor e desinfecção. Já contratada, a obra, no valor de R$ 5,211 milhões, tem recursos do BNDES e deve ser iniciada em junho. A previsão é concluí-la em seis meses.

Durante a construção da ETE Esperança foi implantada tecnologia que agora viabiliza o tamponamento de unidades dentro do processo de tratamento, a construção do gerador de sulfeto de hidrogênio (H2S), biofiltros, casas de sopradores e exaustores, de coleta de gás e de aplicação de cloro. “São mecanismos que garantem a contenção de gases e atendem o compromisso que a Sanepar assumiu com a comunidade no passado”, ressalta Arai. Ele conta que a mesma tecnologia utilizada na ETE Esperança deverá ser utilizada na ETE Norte. O projeto, que está na fase de elaboração, vai custar R$ 7 milhões.

(Giovanna Migotto da Fonseca Galleli/USCS/Londrina)

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