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Gabriela Siqueira /Asimp/SEMA
 
A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos lançou ontem (16), Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio, a cartilha eletrônica Ecodicas Paraná. A publicação, disponível no site www.meioambiente.pr.gov.br, explica consequências do aumento da temperatura e traz dicas do que pode ser feito pela população para evitar o aquecimento global.

A publicação é a segunda da série “Comunicando o universo das mudanças climáticas” que inclui três fascículos sobre projetos e ações para conter ou compensar as emissões de gases de efeito estufa (GEE). A cartilha Ecodicas está dividida em seis temas: Energia, Transportes, Agricultura, Florestas, Resíduos e Edificações.

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, disse que o material de educação ambiental é mais uma contribuição para orientar as pessoas e multiplicar iniciativas que possam trazer resultados para a proteção do meio ambiente e melhoria na qualidade de vida. “O clima influencia diretamente nos ecossistemas, na agricultura, na pecuária e em outros setores”.

Ele reforçou que as ações individuais ajudam a reduzir a emissão de gases poluentes. “O problemas globais nada mais são que a soma dos problemas locais. Toda e qualquer iniciativa é válida”, disse Cheida.

Ecodicas
 
Um dos capítulos da cartilha Ecodicas fala sobre a emissão de gás metano gerado pela decomposição dos resíduos sólidos em aterros sanitários ou lixões. O metano é o segundo mais importante gás de efeito estufa e tem potencial de aquecimento global (GWP) 21 vezes maior que o gás carbônico. Fazer a separação e a coleta seletiva dos diversos tipos de resíduos em casa ajuda a reduzir o volume de lixo nos aterros sanitários e, consequentemente, diminui a emissão de metano na atmosfera.

Outra dica importante é para quem vai construir ou reformar: as edificações consomem muita energia para a sua construção, iluminação e climatização do ambiente. O planejamento arquitetônico pode gerar economia e ainda contribuir para a redução da emissão de gases. Uma boa alternativa é pintar os cômodos de cores claras e aproveitar a luz natural, reduzindo o consumo de energia durante o dia.

A instalação de aquecedor solar e sistema de reaproveitamento de água também é uma opção sustentável e econômica. A Secretaria indica a escolha de materiais que não comprometam o meio ambiente em seu processo de fabricação como, por exemplo, tijolos ecológicos e madeira certificada.

O coordenador de Mudanças Climáticas da Secretaria do Meio Ambiente, Carlos Renato Garcez, lembra que todas as pessoas podem verificar o volume de dióxido de carbono produzido em seus afazeres diários. Os vestígios ou pegada de carbono contabilizam ida ao trabalho de carro, movimento do interruptor de luz e um voo para fora da cidade, por exemplo. Essas ações usam combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás.

“Pessoas preocupadas com o ambiente e o aquecimento global geralmente tentam reduzir suas emissões de carbono”, explica Carlos. Para ele, calcular a pegada de carbono é o primeiro passo.

Outras ações
 
Além dos materiais de educação ambiental, o Governo do Paraná possui outros projetos de proteção à camada de ozônio. O Programa Bioclima Paraná propõe medidas de conservação e recuperação da biodiversidade.

O inventário florestal é a mais recente das ações nesta área. Na semana passada, começou a ser elaborado o levantamento das emissões de gases de diferentes fontes e setores. A medida é fundamental para que o governo possa propor ações de redução dos gases de efeito estufa na atmosfera, uma das maiores causas das mudanças climáticas globais.

Em contrapartida, as empresas e indústrias paranaenses poderão aderir voluntariamente ao registro Público de Emissões e Declarações de Inventário de GEE. A plataforma está sendo criada pela Celepar com base no Programa GHG Protocol, ferramenta utilizada mundialmente por empresas e governos para quantificar e gerenciar as emissões dos gases.

O Projeto Estradas com Araucárias está incentivando o plantio e a conservação da araucária, árvore-símbolo do Paraná e ameaçada de extinção, contribuindo para redução do gás carbônico na atmosfera. Além de recuperar a vegetação da propriedade, os proprietários envolvidos no Projeto são remunerados por muda plantada por empresas que queiram compensar emissões de gases de efeito estufa.
 
 

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