As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta segunda-feira (13) em baixa, pressionadas pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo receio com a nova disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. O conflito entre Estados Unidos e Irã levou o preço do petróleo a disparar cerca de 9% no dia, injetando volatilidade nos mercados globais.
O índice Nasdaq foi o mais penalizado, com queda de 1,55%, fechando aos 25.873,18 pontos. O S&P 500 recuou 0,79%, para 7.515,84 pontos, enquanto o Dow Jones registrou baixa de 0,26%, a 52.498,82 pontos. O setor de tecnologia foi o principal alvo da aversão ao risco, com recuo de 2,07% na sessão.
Impacto no Setor de Tecnologia
Empresas ligadas a semicondutores e inteligência artificial (IA) lideraram as perdas, pressionadas por incertezas quanto à demanda e aos gastos futuros. Nomes como Sandisk, Micron e Intel registraram quedas expressivas, refletindo a cautela do mercado após um rali no início do ano. A desvalorização também atingiu grandes nomes como Meta e Alphabet, que enfrentam desafios regulatórios adicionais na Europa.
"O cenário de insegurança no transporte de energia e as tensões militares criam uma pressão inflacionária que o mercado de ações, particularmente o setor de tecnologia, sente de imediato", destacaram analistas do setor.
Contexto Global e Ângulo Local
A instabilidade internacional é alimentada pela retomada dos ataques entre EUA e Irã no fim de semana, com Teerã anunciando um bloqueio ao Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — enquanto Washington nega a interrupção e mantém operações navais. O cenário ameaça a recuperação de cadeias globais de suprimentos que já vinham sofrendo com a escassez de chips de memória.
Em Londrina e no Norte do Paraná, o impacto desta escalada nos preços do petróleo e a instabilidade no setor de tecnologia ainda não foram dimensionados pelas autoridades locais. No entanto, entidades do comércio e logística monitoram a situação, que pode afetar os custos de frete e o preço final de produtos importados para o setor comercial da região.
Investidores seguem em alerta para os desdobramentos diplomáticos e militares, enquanto o mercado de energia permanece sob forte tensão diante das ameaças de retaliação mútua entre as potências.