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Durante a Copa das Confederações, protestos Brasil afora ofuscaram a competição, porém valorizou o despertar do povo brasileiro. O Brasil foi campeão mas o assunto nas conversas era sobre a manifestação geral. Pois bem, agora foi a vez dos jogadores anunciarem um protesto. 75 deles, do naipe de Rogério Ceni, Dida, Juninho Pernambucano, Alex (Coritiba) e representantes de todos os grandes times do futebol nacional, além de feras estrangeiras que jogam por aqui como D´Alessandro, Valdívia e Barcos saíram da toca e abriram a boca contra o calendário para o futebol 2014 divulgado pela CBF: NÃO CONCORDAMOS!

É um momento ímpar na história do futebol brasileiro, comparável somente com a Democracia corintiana da década de 1980. Os artistas do futebol se uniram para questionar algo que lhes é de direito pleno e que ninguém nunca deu a eles a voz ou os ouvidos. Na França, na Itália, na Argentina e em tantos outros locais, os jogadores opinam. Por aqui, a CBF impõe, as Federações dizem amém e os clubes, bem, os clubes acatam de maneira dócil e sem questionamentos. Terminar o Nacional dia oito de dezembro e os estaduais começando dia 12 de janeiro faria com que os jogadores não teriam o mínimo de 30 dias de férias, benefício que há pouco foi concedido mas já está em vias de ser cassado. Daí o levante, dentre outras coisas.
 
Os mineiros provam em 2013 que a Pré temporada faz toda a diferença. Quando bem feita e planejada. O Mineiro foi o estadual, daqueles mais importantes, que começou por último. Isso possibilitou a Cruzeiro e Atlético terem tempo maior para se estruturarem para o ano. Pensaram em reforços, planejaram as competições e o resultado aí está: Galo conquistou a Libertadores e o Cruzeiro nada de braçada no Brasileirão. Outro ótimo exemplo é o Atlético-PR. Deu uma banana para o estadual, fez amistosos na Espanha e no Uruguai e mesmo sem badalação, está seguro no G-4. Não tem mistério nem segredo. Tem planejamento e profissionalismo.
 
Os próprios atletas perceberam isso e se uniram para clamar à CBF, clubes e federações, no mínimo, bom senso. O que causa estranheza é o obscuro Sindicato Nacional dos Atletas de Futebol, que pouco faz nesse prisma, querer agora questionar ou menosprezar a ação dos boleiros. Patético! Era hora do Sindicato apoiar, afinal, se a entidade de classe não representar a categoria, o que faz então?
 
O zagueiro Paulo André, do Corinthians, já deu um puxão de orelha público no presidente da CBF e dali começou o despertar dos jogadores. Grandes nomes abraçaram a causa e agora a meta é uma reunião com a cúpula da CBF para resolver a pendência. A tendência é de que o protesto não consiga muitos frutos para 2014 por conta da Copa do Mundo por aqui, mas para 2015, com tempo de sobra, creio que veremos uma radical mudança de mentalidade no futebol brasileiro. Definitivamente, 2013 é o ano do futebol. Dentro e fora do campo!
 

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