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Mano Menezes fez um trabalho abaixo da crítica na Seleção brasileira, não deu padrão de jogo, não definiu time titular e não teve coerência nas convocações. Porém, esperar acabar o calendário de jogos em 2012 para demitir o treinador as vésperas do sorteio que colocou o Brasil no grupo mais forte da Copa das Confederações, foi no mínimo, uma atitude de desespero do presidente da CBF. Já abordei aqui com vocês, caros leitores, que a troca deveria ter sido feita logo após o fiasco na Copa América, na Argentina. Estive lá, cobrindo o evento pela Rádio Brasil Sul, e logo percebi a fragilidade de Mano no comando do time. Já que a prata na Olimpíada, aparentemente, foi relevada, e mesmo com derrota, o Brasil foi campeão em La Bombonera, Mano deveria ficar até o fim da Copa das Confederações.

 Até porque, Felipão e Parreira não são salvadores da pátria. Temos bons jogadores, contudo, não grandes craques. Temos um time com condição de brigar pelo título, mas, que não pode ser considerado pleno favorito. Felipão deverá fazer, no máximo, três amistosos antes da convocação final e aí um período de 15 dias de treinamento para a Copa das Confederações. Não há mais espaço para testes. Felipão deve ter em mente um grupo de até 30 nomes para chamar 23. Se tiver muitas dúvidas, o trabalho vai por água abaixo. Mano saiu sem definir o goleiro, o 9, o esquema de jogo... Felipão tem que ter o remédio para isso.

 Já que falou em experiência em sua apresentação, Felipão deveria convocar Rogério Ceni para o gol. O arqueiro do São Paulo terá 41 anos em 2014 e tem o perfil ideal para liderar o time. É vencedor, dotado de personalidade, qualidade com a mão e com os pés e pode segurar a barra dos mais jovens, como Lucas, Neymar e Oscar. Se você pensa ser absurda minha tese, Dino Zoff fez o mesmo papel, nas mesmas circunstâncias com a seleção da Itália, em 1982. Se o novo comandante brasileiro quiser mais experiência, ele poderá dar oportunidade a jogadores que ele ajudou a consolidar na Seleção, como Lúcio, que está com 34 anos ou Maicon, que está com 31, ou ainda chamar Ronaldinho Gaúcho, que terá 34 anos durante o Mundial de 2014.

Claro que o Brasil é incomparável na capacidade de gerar grandes jogadores e muita coisa pode acontecer até a Copa, como o surgimento de algum talento, a recuperação de Ganso, a consolidação de Bernard, a volta da boa fase de jogadores que estão devendo... O que é certo é que a seleção será mais vibrante e compromissada, visto que Felipão dirige os times ao seu jeitão, mas que quem manda e chama a responsabilidade é ele e Parreira, um estudioso do futebol, tem totais condições de colaborar nesse momento. O tetra e o penta se unem para trabalhar em prol do hexa da Seleção. Vamos torcer para que frutifique.

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