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A camisa nove da Seleção Brasileira de futebol visando a Copa de 2014 ainda está sem dono. Vários jogadores foram testados, porém, ninguém convenceu. Nenhum atacante teve uma sequência de bons jogos e gols. Pato, Fred, Leandro Damião, Jonas, Luis Fabiano e Hulk, só para lembrar alguns, tiveram oportunidade de jogar enfiado entre os zagueiros, até fizeram um punhado de gols, contudo, ninguém se transformou em salvação. Damião ainda foi artilheiro das Olimpíadas e por isso, para Mano Menezes, está um passo a frente dos demais. Agora tem um jogador que, infelizmente, está fora da disputa: Adriano Imperador.

Em forma, pelo talento, capacidade e respeito dos defensores, essa era para ser a Copa de Adriano. Atualmente com 30 anos, ele terá 32 durante o Mundial e teria totais condições de brilhar. Isso se ele fosse ainda um profissional. Desde que deixou o Flamengo em 2009, Campeão Brasileiro e artilheiro do nacional, o Imperador encerrou a carreira naquele instante, visto que, talvez, na cabeça dele, alcançar esses feitos no time de coração era o máximo que ele poderia querer. E de fato, é o que ocorre.

Pelo tamanho, força, habilidade e oportunismo, o Imperador personifica as características do centroavante idealizado. Mete medo em zagueiro, protege bem a bola e faz muitos gols. Tem 1,90m, é bom de bola área, canhoto e até gols de falta fez, todavia, ele não se vê assim.

Depois da consagração no Fla ele colecionou fracassos. Na Roma, jogou oito vezes e não marcou. Na conturbada e apagada passagem pelo Corinthians, foram oito jogos, dois gols e peso estratosférico. E na volta aos Mengão... Bem, na volta ao Mengão... Adriano não quer mais jogar profissionalmente. Não quer mais treinar. Não sente mais prazer no mundo do futebol e prefere curtir a vida. Ele tem todo direito disso. Só não pode se enganar, enganar diretores nem torcedores que ainda confiam e apostam no resgate do talento.

O ideal seria Adriano reunir a imprensa e comunicar que não quer mais. Aí ele poderia curtir a vida sem cobranças, sem ter de dar explicações, sem ver sua privacidade violada e sua liberdade vigiada. O que não pode é o Imperador continuar “roubando”, como se diz na gíria boleira, os clubes onde passou recentemente. Adriano é mais um gigante exemplo de craque que perdeu para os “atrativos” da vida. O artilheiro que foi derrotado pelo álcool e afins. Ele não teve uma vida boa, perdeu o pai cedo, mas quantos milhares de jogadores tem o mesmo histórico e se esforçam, tem uma vida digna e buscam vencer na vida? Adriano preferiu um caminho diferente e, pelo andar da carruagem, não tem mais volta. Um desperdício. Perde o futebol.

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