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Papo de Esporte 13/09/2016  07h46

Efeito Tite

Dois jogos e duas vitórias. Tite começou o trabalho na Seleção mostrando que era para ter assumido em agosto de 2014, quando a Copa do Mundo havia terminado. Mesmo sem tempo de treinamentos nem ter feito amistosos, assumiu o risco e mostrou qualidade, personalidade e liderança.

Qualidade por montar uma equipe ofensiva, com jogadas ensaiadas, forte marcação e controle de território, não dando espaços para os adversários. Personalidade porque convocou quem ele quis e escalou o time como lhe pareceu melhor, sem aceitar pressão ou palpites. E liderança comprovada pelo elogio contundente dos atletas. Chegou para resolver.

Como os resultados dos adversários ajudaram, o Brasil já é o vice líder das Eliminatórias Sulamericanas para a Copa da Rússia 2018, um ponto atrás do Uruguai. Agora em outubro vai enfrentar as equipes mais fracas da chave: Bolívia em casa e Venezuela fora, ou seja, a chance de somar mais seis pontos é imensa e tentar assim fechar o próximo mês na ponta, já que o Uruguai vai pegar a Colômbia na altitude. A maré virou.

Tite é estudioso e dedicado, não vai se deslumbrar com o sucesso imediato e vai procurar trabalhar duro para fechar o mês com 21 pontos. Só para comparar,em 2010, com 28 pontos, a Argentina se classificou para a Copa e o Uruguai foi para repescagem com 24.

O tempo é curto e a próxima Copa está chegando. As Eliminatórias terminam em outubro do ano que vem e em dezembro de 2017 já haverá o sorteio das grupos. Para quem imaginava ver o Mundial sem o Brasil, a mudança de atitude da Seleção com Tite trouxe de novo a esperança do país do futebol voltar a ser respeitado e jogar como se espera.

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