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Papo de Esporte 16/10/2012  08h58

Erros no futebol

Ultimamente a cada rodada notamos erros grosseiros da arbitragem. Falhas de interpretação, de aplicação de regra, disciplina em excesso ou em omissão e afins. Os árbitros são pressionados a cada instante, ora por diretores, jogadores, torcedores, imprensa e pela cúpula da Comissão de Arbitragem local ou nacional. Errou é geladeira na certa e com isso aumenta a discussão sobre a profissionalização dos juízes de futebol. Mas seria esse o caminho?

O erro na arbitragem é tão velho quanto o futebol. Errar é humano e árbitros e assistentes não fogem a regra. O detalhe que evidencia e potencializa os equívocos é o replay da TV. Muitos lances passam batidos e sem a devida repercussão se não fossem a ajuda eletrônica do zoom (aproximação de cada detalhe do lance visto em câmera lenta). O aumento da tecnologia nas transmissões de futebol aumentou a exposição dos jogos e sempre vai depor contra a arbitragem. Poucos lances favorecem os homens de preto da bola.

Até a década de 1980 somente os clássicos eram televisionados e com, no máximo, quatro câmeras. Hoje, são pelo menos 12 câmeras de última geração com tecnologia de ponta nos jogos das principais divisões do Brasil. Erro é humano. Não existe complô contra esse ou aquele no futebol. Se houvesse isso, o Corinthians não seria campeão nacional em 2005 e seria rebaixado em 2007. Por isso, com tanta tecnologia na TV, até para facilitar o trabalho dos árbitros, porque não liberar o uso da tecnologia em favor da arbitragem, para evitar prejuízos?

No tênis, no futebol americano e em outros esportes a tecnologia sepultou, em partes, o erro humano da arbitragem, visto que, quando há dúvida, o atleta ou o time pode pedir para conferir a jogada no replay ou na tecnologia eletrônica. Contudo, erros ainda ocorrem nessas modalidades, porém, em menor escala. Os árbitros sofrem menos. Aliás, árbitros de futebol tem família, profissão. Tem vida fora das quatro linhas. Quando foi comprovada má fé, foram banidos, vide Edilson Pereira de Carvalho e comparsas.

Os árbitros precisa passar por um rigoroso teste físico, psicológico e de conhecimento de regras de futebol para poder trabalhar nos jogos e conforme ganham bagagem e experiência vão apitando e bandeirando jogos mais importantes. Ainda para minimizar os erros, a FIFA já autorizou o teste da bola com chip, para validar ou não gols duvidosos. Mas imagine na Terceirona do Paraná, com média de 10 pagantes, se os clubes teriam dinheiro para pagar e manter a tecnologia nos Estádios?

O ideal, para reduzir a polêmica seria dar utilidade real aos árbitros assistentes que ficam atrás do gol, mas que são mal empregados atualmente. Com cinco árbitros atuantes, os erros cairiam, todavia ainda existiriam, porque errar é humano. Bons centroavantes erram gols feitos. Bons goleiros levam frangos inacreditáveis. Boas contratações no papel, na prática se transformam em fracasso. O erro é normal e presente no futebol. Gera polêmica. Gera discussão. Pode ser reduzido, mas nunca será evitado. Faz parte do show.

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