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Papo de Esporte 13/07/2010  08h41

Fiesta na África

O ineditismo marcou a Copa do Mundo aqui na África do Sul. Nunca havia sido realizado um evento dessa natureza no continente africano, nunca uma seleção européia havia vencido longe de seus domínios e uma nova campeã surge para o planeta. Com futebol envolvente, com disciplina tática, fair play, uma defesa que levou só dois gols e com um dos artilheiros, a Espanha mostrou que é possível Casillas foi o terceiro goleiro da história a levantar o troféu. A Espanha entra para o seleto grupo de potência mundial. A fúria deixou de enfurecer seus torcedores com fracassos e trouxe alegria a um povo que a partir de agora vai adotar o 11 de julho como feriado nacional. O caminho até a conquista foi difícil. Durante anos a Espanha batia na trave. Para obter o sucesso o país fortaleceu seu campeonato, trazendo grandes jogadores para ensinar os nativos. Só que o ingrediente que, aliado a isso, frutificou, foi o investimento pesado na base. Jovens talentos ganharam oportunidade nos clubes e na seleção e assim, com bons treinadores, primeiro Aragonés e agora Del Bosque, o resultado chegou. Venceu o bom futebol. Com isso, tomara, que chegue ao fim a era de volantes botinudos e zagueiros com a agilidade do Robocop. Futebol tem que existir a marcação. Mas quando o time tem a bola precisa jogar. E com qualidade. Só assim se vence. Fica a lição ao mundo e principalmente ao Brasil que terminou na sexta posição e que trouxe para a Copa aqui na África do Sul jogadores limitados e que nem de longe poderiam disputar uma partida com a camisa amarelinha.

Na semana passada aqui em Johannesburgo tivemos o lançamento da Copa de 2014, com grande festa, divulgação da logomarca e politicagens mil. Agora já estou preocupado com a organização do evento. Eu fiquei surpreso com a qualidade do Mundial 2010. Belos estádios, modernos aeroportos, estradas largas e sem nenhum buraco, segurança, planejamento bem executado, povo receptivo, nenhum incidente mais grave... O Brasil terá um grande desafio de no mínimo, repetir o que foi feito na África do Sul. Mas estamos bem atrasados. Daqui quatro anos a bola rola por aí e nada está nos conformes. Nenhum estádio finalizado ( em alguns nem projeto pronto temos) e a infra-estrutura precisa ser melhorada urgentemente. Ainda temos que definir o novo treinador. Felipão é meu favorito. Tem experiência, liderança e competência. Como anfitrião, o Brasil não disputa as eliminatórias mas o calendário é amplo e exigente. 2011 Copa América na Argentina. 2012 Olimpíadas em Londres. 2013 Copa das Confederações e 2014 a Copa no Brasil. Precisamos de renovação no time. Ganso, Neymar, André, Hernanes, Elias... A lista é grande com jovens talentos que tem potencial para jogar na seleção. Em 1950 ficamos no quase. Em 2014 o Brasil tem a obrigação de vencer em casa para fazer uma festa completa.

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