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Na volta de Felipão a Seleção Brasileira uma derrota para a Inglaterra que representa muito no processo de renovação do time. Ficou evidente a diferença de postura a beira do campo. Ronaldinho Gaúcho foi mal no primeiro tempo e foi sacado no intervalo, assim como Luis Fabiano. No meio, os volantes estavam inconstantes e não terminaram o jogo. Ramires e Paulinho foram trocados por Arouca e Jean. E assim por diante.

O time inglês, no coletivo, está muito a frente do Brasil e o teste serviu também para provar para quem duvidava, que o trabalho desenvolvido por Mano Menezes foi um dos piores da história do nosso futebol. O suíço Roy Hodgson que dirige o adversário de estréia de Felipão, está no time há oito meses e deu padrão tático a equipe, que só perdeu duas vezes sob seu comando e foi eliminada invicta na última Eurocopa (perdeu a vaga nos pênaltis) . Mano teve dois anos e meio para montar um time e dar padrão ao Brasil e não conseguiu nem uma coisa nem outra.

Felipão deve ter ficado satisfeito com o desempenho de três jogadores, que ao meu ver, ganharam a vaga para a Copa das Confederações: Júlio César, Dante e Oscar. O goleiro foi seguro, deu boas entrevistas e tem o lobby gigante da TV Globo a favor. Dante estreiou com a amarelinha em Wembley, não tremeu nem comprometeu. Como é rei em Munique e escolhido o melhor zagueiro da atualidade na Alemanha jogando pelo Bayern, cavou a vaga. E Oscar foi uma ilha de disposição e talento no marasmo brasileiro.

O comandante brasileiro também terá de rever o conceito sobre Neymar. Fominha e ansioso ele desperdiçou jogadas e teve medo da dureza da marcação, aliás, como sempre com a camisa do Brasil. Não foi o Neymar ponta de Mano, visto que teve mais liberdade, porém, longe de ser o diferenciado jogador do Santos. Cabe aqui uma conversa com Muricy. Outra certeza, com a volta de Thiago Silva a zaga, é a escalação de David Luiz como cabeça de área, assim como ele jogou o Mundial pelo Chelsea. Felipão adora um zagueiro que atua como volante. Edmilson fez o papel em 2002 e Henrique recentemente no Palmeiras.

Mesmo precisando de ajustes (e sabendo que o time não estará pronto para a Copa das Confederações), Felipão deu mais vida a Seleção. A presença de Parreira auxiliando no processo faz do trabalho mais completo. É aproveitar os amistosos já com o grupo imaginado para o evento teste para a Copa do Mundo e convencer a FIFA a liberar os jogadores com antecedência de pelo menos mais um ou dois dias para treinamentos antes dos amistosos.

Não estou empolgado com a volta de Felipão (que fez só um jogo e perdeu) nem com fé tampouco confiança cega em título, porém, para quem choveu no molhado com Mano Menezes e agora ter uma perspectiva diferente em curto espaço de tempo com a nova comissão técnica, faz com que o Brasil reconquiste a confiança necessária para voltar a ser respeitado. Temos bons valores. Talento é o que diferencia o brasileiro. Faltava um técnico para termos um time. O tempo é curto mas, finalmente, a preparação para o hexa começou.

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