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Papo de Esporte 09/04/2013  08h54

Legado inexistente

Estou preocupado com a interdição do Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro. Afinal, das obras para o Pan 2007, era aquela que tinha alguma serventia esportiva. Agora não mais. Falam até em demolição da praça esportiva, devido aos inúmeros problemas estruturais, o que seria uma pena e um baita prejuízo ao bolso do cidadão, que financiou o empreendimento.

A triste notícia serve de alerta para as obras da Copa do Mundo. E não só os estádios, mas as melhorias viárias, alargamento de ruas, avenidas, melhoria no transporte público coletivo, segurança, aeroportos e muito mais. O legado que o Panamericano deixou ao Rio é quase inexistente hoje, visto que foram feitas muitas obras paliativas e emergenciais, nada definitivo. Nas cidades sedes brasileiras para a Copa, o mesmo está se repetindo. Muito gasto em obra provisória e pouco empenho em obras duradouras. É extremamente preocupante porque estamos falando de bilhões de reais do povo. Sempre defendi a Copa imaginando no legado, na aceleração das obras (tem até o PAC do governo federal pegando carona nisso) e nas bem feitorias para a população, todavia, na prática, o brasileiro pouco terá o que aproveitar depois do evento.

Como a coluna é de esportes, vou me atentar mais sobre os Estádios. Se juntarmos todos os públicos de todas as partidas dos campeonatos estaduais do Distrito Federal, Mato Grosso e Amazonas, não encheriam o Estádio para a Copa do Mundo nessas localidades. Só o novo Mané Garrincha em Brasília, tem capacidade para 70 mil pessoas. Nunca um jogo entre Gama x Brasiliense levou mais que 25 mil pessoas ao campo. E é o maior clássico da capital federal. No Amazonas, os clássicos envolvendo o São Raimundo, Nacional ou Fast Clube, depois de 1990, nunca mais tiveram mais do que 30 mil pessoas no campo e o futebol de Cuiabá é tão fraco, que o interior está mandando no Mato Grosso de vinte anos para cá.

Sem dúvidas, dos doze estádios do mundial, pelo menos três virarão elefantes brancos. O quarto deve ser em Natal. O Machadão, que outrora recebeu mais de 50 mil pessoas, deu espaço ao Frasqueirão, nova casa do ABC, que quando lotado, recebe 22 mil pessoas. Para que, então, construir um Estádio com o dobro dessa capacidade?

Lógico que o Maracanã, Beira Rio, Mineirão, Baixada, Fonte Nova, Castelão, Recife e a nova casa do Corinthians, serão bem usados e justificarão o altíssimo investimento na renovação dos então sucateados Estádios brasileiros. Porém, como a Copa não é só futebol, o legado em si, novesfora as arenas esportivas, tende a ser quase que inexistente nos demais segmentos.

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