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Até agora não consigo entender nem mesmo me conformar com o fato do Paraná ter levado um baile dos outros estados e ver Curitiba e a Arena da Baixada com papéis inferiores no tocante Copa do Mundo de 2014. A capital paranaense é exemplar em vários itens, o estádio é o mais moderno do país e ainda assim será uma cidade-sede que fará figuração no evento e, se der azar no sorteio, sediará jogos do tipo Senegal x Costa Rica ou Eslovênia x Honduras ou que tal Iraque x Bósnia, terá sérios prejuízos financeiros, além de ver o mundo falar de Fortaleza, Salvador e ou tras sedes, que terão ainda o benefício da Copa das Confederações em 2013.

Que os nossos irmãos nordestinos tem as praias como trunfo, isso não se discute. O estímulo e o impulso do turismo pesaram, contudo, a organização e o planejamento fizeram por lá a diferença. Isso por aqui passou longe. O Paraná foi o estado que entregou com o maior atraso o caderno de encargos, conforme a assessoria de imprensa da CBF, não houve consenso sobre as obras e a liberação de recursos para as melhorias da Arena foi lenta. Ainda pesou uma má vontade política devido a troca de governador, que também estagnou o processo.

 Em vez de união, de se remar para o mesmo objetivo, a canoa foi afundando e nada acontecendo e por isso o resultado ruim apareceu. Alías, o Sul Maravilha viu Porto Alegre também sucumbir e ter o mesmo des tino (e tratamento) em relação a Copa do Mundo. A ciumeira ocasionada pela escolha da Baixada, atrelada a falta de visão, agilidade e boa vontade de quem deveria ter pensado e planejado a Copa no Paraná com antecedência, viabilidade e praticidade, resultaram nessa frustração coletiva. O fato do Atlético ter que jogar no Eco Estádio, tendo a Vila Capanema e o Couto Pereira na cidade exemplifica a falta de união. O Rio preparou o Engenhão para as obras do Maracanã. A Fonte Nova ruiu e o o Pituaçú estava pronto. Em Minas, a Arena do Jacaré serviu a dupla de ferro enquanto o Mineirão passava por obras. Só aqui ninguém lembrou de planejar isso. Erro grave do clube, da Federação de Futebol e até do Governo do Paraná, afinal é Copa do Mundo no estado, na capital, porém, união e visão esportiva por aqui, convenhamos, não é o forte. 

Como a Região Sul ficou relegada a segundo plano, dificulta o processo de atrair as s eleções participantes da Copa para que se instalem por aqui durante o Mundial. Serão 91 localidades disputando as 32 seleções da competição. Londrina tem seus argumentos positivos e pode ter sucesso visto que está a cerca de duas horas (ou menos) de voo de cidades sedes importantes como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasilia, Cuiabá além das sulinas e de ter o CT da SM Sports e o Estádio do Café como fatores de atração. Pesa em favor do município os contatos que já foram feitos com Seleções que deverão (dentro de uma normalidade nas eliminatórias) participar da Copa, como Japão, Austrália e Alemanha. Mais uma vez, agora no esporte, Londrina dá uma lição na capital em termos de organização e planejamento. A união faz a força, é simples. Basta fazer pensando no coletivo, no povo e no legado e não na promoção pessoal ou na politicagem. O Paraná agradeceria. Londrina deu o exemplo!

Guilherme Lima  
Rádio Brasil Sul Londrina 

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