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Papo de Esporte 04/10/2016  09h04

Marido traído

Tudo ia bem e normal nas terras tupiniquins quando a Confederação Sulamericana de Futebol “surpreendeu” a CBF ao esticar a Libertadores! E agora? O que vai ser feito para adequar o calendário brasileiro com a Libertadores e ainda Copa do Brasil, Estaduais, Sulamericana...?

Isso acontece devido a representatividade do país na entidade máxima do futebol sulamericano ser a mesma do poder de voto e persuasão de Tuvalu em alguma reunião da ONU. O Brasil foi o último a saber da intenção de mudança porque não participa, não opina e não tem força no continente. Se não fosse João Havelange ter assumido a FIFA, nossa cartolagem futebolística seria inexpressiva em termos de altos cargos.

Quantos brasileiros tem poder continentalmente falando? Na arbitragem, na dúvida, para os hermanos. Nos campeonatos de base, se não fosse o Pré Olímpico em Londrina em 2000, o país ficaria chupando dedo aguardando sediar algo. E se não fosse os mega eventos recém sediados? A Copa América de futebol foi disputada por aqui em 1989. Quase trinta anos atrás!

Ainda bem que, apesar disso, dentro de campo, a habilidade e a técnica conquistaram muito para o nosso futebol. E com o resultado sendo sempre favorável, se escondiam sempre os desmandos e a falta de representatividade do país em grandes decisões. Até ideias simples mas geniais de brasileiros foram ignoradas pela FIFA na Copa do Mundo de 2014, como o spray da arbitragem para garantir a distancia mínima em infrações e o carrinho maca.

No instante em que o Brasil boicotar uma Copa América, uma Libertadores para clamar maior representatividade, participar mais das decisões e ganhar mais dinheiro com publicidade continental, a coisa vai mudar de figura. Por enquanto é sonho visto que o Presidente da CBF não pode sair do Brasil se não vai para a jaula e os dirigentes que o cercam não estão muito a fim de entrar em bola dividida em tempos de Eliminatórias para a Copa 2018.

Desse jeito, cada vez mais, o país não tem voz nas decisões e, em vez de se moldar ao calendário europeu ou ter identidade própria, o país terá que se adaptar ao que nossos vizinhos decidem dentro da nossa casa!

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