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Papo de Esporte 07/11/2011  10h41

Medalha de lata

O Brasil terminar em terceiro no quadro geral de medalhas do Pan Americano de Guadalajara no México já era esperado. O que gerou surpresa foi a queda no número de medalhas de ouro. Até porque, depois do Pan do Rio em 2007, era a hora do país provar o salto de qualidade propalado e imaginado com os “investimentos” no esporte, todavia, na prática, o que se viu foi o famoso “mais do mesmo”.

Natação, judô e atletismo sempre abocanhando várias conquistas, o volei na sua toada e algumas surpresas agradáveis, como o levantamento de peso. Só que o evento trouxe mais decepções do que alegrias, de um modo geral. Primeiro, muita gente qualificada para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem, preferiu não ir. Segundo, a falta de compromisso ou o “já ganhou”, impediu ouros esperados como no Salto com vara feminino e no handebol masculino.

Só para resumir o fiasco do Pan, além das medalhas de bronze de alguns atletas estarem “desbotando” (de verdade, apenas banhadas em bronze), o futebol no México fez feio. As meninas, sem apoio, perderam o ouro para o Canadá, depois de bobearem no tempo normal, na prorrogação e nos pênaltis. Coisas do esporte.

Agora no masculino, em uma chave com Cuba, Argentina e Costa Rica, você empata na estréia diante dos hermanos e logo vem a mente: sete pontos e vamos decidir a liderança no saldo de gols. Porém, um empate e uma derrota excluíram o Brasil logo na primeira fase. Patético.

Isso evidenciou que ainda estamos bem atrás no quesito preparação global para um grande evento e o reflexo deverá aparecer em 2012. O trabalho para as Olimpíadas de 2016 precisa começar agora, investindo na base para aumentar o número de praticantes de TODAS as modalidades (e não só das mais famosas) e também dar qualificação a técnicos e atletas do presente, com intercâmbios e condições de melhorar seus desempenhos.

Caso contrário teremos uma participação, mais uma vez, abaixo das expectativas. O problema é a politicagem no Ministério dos Esportes, que direciona tudo para a Copa de 2014, e que esquece de 2016, além das denúncias e trapalhadas. Fica complicado assim. O esporte brasileiro está à deriva. Medalha de lata.

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