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Quem poderia imaginar que o Grêmio seria o campeão da Copa do Brasil em 2016? Talvez nem os gremistas! Em 16 de março quando começou a competição, foram 86 clubes em busca da taça. Em 160 partidas foram 364 gols, uma média de 2,28 gols por jogo. Marinho do Vitória, com 6 gols, foi o artilheiro. E a maior goleada coube ao Londrina. O triunfo por 6x0 diante do Parauapebas-PA, no VGD, foi o placar mais elástico do certame. Aliás, o LEC fechou na 30º posição, a frente de Bahia, Coritiba e Flamengo.

Porém, o assunto é o Grêmio. É Renato Gaúcho. O maior ídolo da história do clube assumiu após a estranha saída de Roger Machado do comando da equipe. E logo na estreia, derrota em casa para o Atlético-PR. Nos pênaltis, depois de 16 cobranças, o time avançou e se agigantou. Venceu o Palmeiras, bateu o Cruzeiro e não deu chances para o Galo na final. Conquistou, com sobras, a taça. O Grêmio foi copeiro ao extremo e agora é o maior vencedor da história do certame, com cinco troféus.

E pensar que, Renato Gaúcho, aos 54 anos, estava desempregado desde 2014, jogando futevôlei e tomando chopinho na praia quando veio o convite para dirigir a equipe. Como treinador, já havia sido campeão da Copa do Brasil em 2007 pelo Fluminense e perdeu a Libertadores 2008, inexplicavelmente, para a LDU, no Maracanã. Porém, foi contratado mais pelo passado do que pelo presente. Roger é estudioso, dedicado e centrado. Renato é o oposto ao cubo: boleirão, desbocado e emotivo.

O choque de estilo surtiu efeito, porém, Renato teve méritos. E muitos. Primeiro trouxe o argentino Kannemann para a zaga. Com Roger, ele era banco de Fred e depois Wallace Reis. Trouxe Ramiro de volta ao time e surgiu aí uma boa dupla de volantes com Wallace. Deu mais liberdade a Douglas e, sobretudo, a Luan e isso fez muita diferença. No ataque, tirou o centroavante de Roger e colocou um jogador de mobilidade para tabelar com Luan, seja ele Everton, Pedro Rocha, Bolaños e até Negueba, em vez de insistir com Bobô, que foi embora no meio do campeonato e Henrique Almeida, eterna promessa.

Provocador, Renato disse que quem conhece do riscado não precisa estudar e desmereceu quem viaja em busca de conhecimento e faz imersão em estágio com outros treinadores. Claro que, como campeão, ele tem o direito de falar e vive de momento. Se tivesse perdido, jamais teria dito isso, afinal, ele é tão bom que ficou dois anos desempregado, contudo, é inegável que ele deu uma contribuição enorme e ajustou o bom trabalho de Roger. Com sua fama de pé quente e com reorganização no time, o efeito Renato Gaúcho deu o título ao Grêmio. E para ajudar o Inter caiu. 

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