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A vida nova da Seleção Brasileira com Dunga começou com duas boas vitórias. Vários aspectos positivos podem ser tirados dos jogos diante da Colombia e do Equador. O time foi mais compacto, teve gol de jogada ensaiada, gol de bola parada, jogadores empolgados e novos valores chegando. 

Foi bom vencer dois adversários que estarão na Copa América do Chile de 2015 e também nas Eliminatórias para a Copa de 2018, que tem início em setembro do ano que vem. Os resultados serviram para mostrar que não foi o fim do mundo ter perdido a Copa em casa, afinal, o Brasil foi o quarto colocado entre os 32 participantes e ficou atrás somente de um sulamericano, a Argentina, que cá entre nós, não empolgou na Copa e não merecia ser campeã. O que doeu mais foi a maneira que aconteceu o 7x1. E a cicatriz fica.

Com isso, o trabalho que está apenas começando, já começa a tirar um pouco da desconfiança do torcedor e fazer com que a massa volte a ter de novo um poquinho de simpatia pela Seleção. Vem agora dois amistosos em outubro, contra a Argentina e Japão, e mais dois em novembro, um diante da Turquia e outro contra um adversário a definir, para fechar a temporada. Deu para perceber que Dunga vai fazer uma reciclagem, com jogadores jovens como Philipe Coutinho, vai aproveitar o pé de obra do Brasileirão, como Éverton Ribeiro e Diego Tardelli, mas não vai descartar jogadores mais rodados, como Kaká e Robinho.

Vejo que Dunga amadureceu e está pensando, não só na Copa de 2018, mas no hoje, montando um time competitivo, remoçado, contudo sem deixar de lado os mais experientes. Jogadores como Jô, Fred, Paulinho, Daniel Alves e Dante até podem voltar a jogar com a amarelinha, mas só se estiverem "voando" em seus clubes. Atletas que poderiam ter rendido mais na Copa, como Bernard, estão em quarentena. Já nomes como Júlio César e Maxwell, se despediram do time pentacampeão em julho.

Como o Brasil tem uma boa oferta de jogadores qualificados, mas craque só o Neymar, Dunga terá tempo e opções para montar um grupo e definir um time que pode ganhar a Copa América e devolver a confiança ao torcedor, que ainda quer esperar um pouco mais para voltar a devoção cega ao Brasil. E com razão.

Guilherme Lima 
Coordenador de Esportes Rádio Brasil Sul 1290 AM
Jornalista   Mtb 8.940 PR
Londrina - PR
twitter: @lima_guilherme

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