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Com muito orgulho e alegria o Brasil recebeu a confirmação de que vai ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Será uma Olimpíada não só do Rio de Janeiro, mas de todo um povo que foi alavancado a elite do esporte mundial.

O Brasil sempre foi marginalizado, satirizado e menosprezado em muitas situações. Seja na política, na cidadania ou nos esportes, o carimbo de “3º mundo” rotulava de forma pejorativa tudo que era atrelado às coisas tupiniquins. Porém, de uns anos para cá, isso mudou.

O Rio de Janeiro deu provas contundentes de que tem estirpe para abrigar uma competição de grande porte, ao realizar com eficiência o Pan-Americano de 2007. O Brasil está na crista da onda com a Copa do Mundo de 2010 e pegando carona na imensa popularidade (isso não quer dizer competência) do presidente Lula, a articulação construída foi capaz de dobrar a FIFA e o Comitê Olímpico Internacional e convencê-los de que o Brasil tem potencial para mostrar ao mundo no quesito organização.

É importante a partir de agora, haver uma intensa mobilização para que o dinheiro a ser empregado (cerca de R$ 30 bilhões) tenha sua destinação correta, tanto o público quanto o privado, para assim conferir transparência e credibilidade ao processo de execução dos Jogos Olímpicos. A infra-estrutura precisa ser minuciosamente planejada para evitar construir “elefantes brancos”, que só teriam serventia durante a Olimpíada.

Arenas de multiuso e aproveitar ambientes livres são soluções práticas e baratas para realizar o evento. A hospedagem em navios também é uma alternativa para evitar transtornos de última hora. A Copa e a Olimpíadas vão obrigar os governantes a realizarem melhorias urbanas que vão se transformar em legado permanente. Isso é ótimo porque a cidade vai ganhar. E claro, tendo bem feitorias no Rio, os outros municípios do Brasil poderão copiar o que foi feito e efetuar mudanças também dentro das suas realidades.

Agora, nem só de modernidades e turismo vive uma Olimpíada. O Brasil precisa desenvolver uma cultura forte de que dinheiro destinado ao esporte e aos esportistas não é gasto, mas sim investimento. Seria vergonhoso para nós, sede dos Jogos, termos uma, duas medalhas de ouro, algumas de prata e bronze e muitos insucessos e desculpas para contar.

É necessário ser investido a partir de agora na base. Atletismo, Voleibol, Basquete, esportes individuais e coletivos precisam ser apoiados. Um ciclo de cinco, seis anos de melhoramento resultaria em uma Olimpíada onde o país participasse com a chance real de ser um dos dez melhores no quadro de medalhas e o reflexo seria sentido mesmo em 2020.

O Gigante pela própria natureza despertou de seu berço esplêndido e está engatinhando para o crescimento esportivo. Fica a esperança de que os anos de 2014 e 2016 modifiquem a realidade do Brasil dentro e fora da esfera esportiva e que a opinião pública mundial perceba que o país evoluiu.

Guilherme Lima é repórter da Rádio Brasil Sul 1290 AM
e-mail: carlosgguilherme@hotmail.com

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