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Saudações desde a África do Sul! O sucesso do futebol da América do Sul aqui na Copa tem uma razão muito simples: os melhores jogadores estão atuando fora de seus países de origem. Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai chegaram longe nesse Mundial devido a esse intercâmbio. Cada vez mais o número de transferências aumenta e os principais jogadores se vão. Como por aí existe uma abundância de jogadores qualificados, sempre atletas sul-americanos serão vistos em gramados mundo afora.

Isso empobrece os campeonatos nacionais daí, porém, reforça a qualidade das seleções. Tome o exemplo do Brasil. Dos 23 convocados para a Copa só três jogam em solo tupiniquim. Nas outras seleções de países vizinhos ao Brasil a situação é semelhante. E o reflexo foi notado nas campanhas ridículas de países importadores de pé-de-obra. Itália, França, Inglaterra, Portugal e outras já foram embora porque não valorizam seus jogadores e preferem contratar qualquer estrangeiro, desde que permita uma abertura de mercado no país em questão (para vender artigos oficiais do clube). Padeceram por falta de qualidade coletiva. Individualmente tem ótimos valores, todavia, não conseguem formar um time com elenco competitivo.

A maior vítima disso foi a Itália. Chegou aqui na África do Sul com um elenco fraco e envelhecido. Seus principais valores individuais, Totti, Cassano e Balotelli, não foram convocados e o fiasco foi imenso. Um exemplo. O time da Inter de Milão, campeão europeu, tinha apenas o zagueiro Materazzi, como reserva, na conquista diante do Bayern de Munique. A Europa tem grandes campeonatos, mas, vê cada vez mais suas seleções minguarem. Prova disso são seleções como Rússia e Suécia nem virem para o Mundial.

Como a América do Sul é um lugar de exportação, e quase nunca de importação, vai levar vantagem sempre. A próxima Copa do Mundo será em 2014 aí no Brasil e como a nossa seleção já está classificada, das 10 seleções que disputam as eliminatórias, cinco vão participar do próximo mundial. De modo que essas seleções mais o Brasil têm tudo para terem um desempenho ainda melhor na próxima Copa. Se a Europa e o mundo de um modo geral não repensarem as contratações e não valorizarem as categorias de base, teremos dentro de 20 anos, um domínio sul-americano no futebol mundial.

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