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Papo de Esporte 04/07/2016  17h44

Peladeiro sonhador

Quem joga ou jogou bola na vida e não foi profissional sempre alimenta(ou) o sonho de ser um profissional do esporte. Aquelas mesmas histórias repetidas na roda depois do jogo, sempre aumentando os fatos, os gols, os “causos”...isso aos montes Brasil afora. Mas tem um grupo de peladeiros que materializou este sonho.

Em 20 minutos você vai se lembrar de pelo menos 175 pessoas com quem você bateu uma bolinha ao longo de sua trajetória futebolística. Seja na escola, na vizinhança, nos clubes, na rua...enfim, você e mais 175, fácil, fácil! Pois então eu te pergunto: se fosse formada uma seleção com esses nomes, até onde esse seu “time dos sonhos” poderia chegar? Libertadores? Estadual? Brasileiro Série C? Pense um pouco. Quem seria o craque? O dinheiro, os patrocinadores....Qual seria o seu papel no elenco?

Mas como cheguei a 175? O número corresponde a quantidade de atletas profissionais de futebol nascidos na Islândia. 75 jogam fora do país (e formaram a seleção que chegou entre os oito melhores times da Eurocopa 2016) e outros cem jogam no país gelado – o nome vem do inglês Ice Land (Terra do gelo), de 330 mil habitantes. Para efeitos de comparação, Londrina tem hoje pouco mais de 540 mil habitantes.

Com organização, dedicação, patriotismo e um pouco de qualidade, o time surpreendeu o mundo ao chegar tão longe na competição. É a prova inconteste de que o futebol reserva boas surpresas. Sonhos podem se tornar realidade. O exemplo mostra que tudo é possível desde que o coletivo se sobreponha ao individual. Conhecendo bem o Tite, creio que a lição vai ser usada para remontar o Brasil.

A Islândia resgatou aquele sentimento do peladeiro sonhador e fez, por um instante, o mundo voltar a perceber a essência do futebol: o amor por jogar. Mesmo sem muita capacidade técnica, mas com uma entrega notável, os islandeses fizeram muito mais do que se poderia imaginar e muito mais do que poderiam fazer. É o grupo de pelada, unido, que venceu no futebol. Um sonho coletivo que entrou para a história. O caso vai virar filme, não tenho dúvida!

Guilherme Lima - Jornalista

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