Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Os Estaduais estão chegando ao fim, porém, o futebol não para. Dia 21 de maio, o Campeonato Nacional começa com uma novidade: jogos sábados às 21h! Mais uma invenção da TV Globo para espantar o torcedor do estádio. Depois de sustentar jogos às quartas e quintas 22h (depois da novela ou do BBB), agora é a vez da rodada “embalos de sábado a noite”.

Parece que a intenção é tirar o torcedor do estádio e forçá-lo a ter a TV a cabo e comprar o pay-per-view para que a emissora tenha de volta o valor investido na aquisição dos direitos de transmissão do futebol. Será que só com os patrocinadores ela não consegue? Assim fica difícil levar torcedor aos estádios, até porque, aliado ao ingresso caro e jogos chatos, a massa se sente cada vez mais estimulada a ficar “no conforto do lar”. Isso é péssimo para o país da Copa de 2014 (não sei até quando, mas por enquanto, ainda é), porque a média de público tende a cair cada vez mais.

Clubes como Inter e Grêmio conseguem rendas elevadas com os sócios e esse grupo compra boa parte dos ingressos por meio de carnê de ingressos para toda a temporada, assim como é costumeiro na Europa. Contudo, os demais, ficam cada vez mais dependentes das verbas da TV, já que as fontes de receita ficam cada vez mais escassas. Por isso, por mais que a Record e até a Rede TV tentem, a Globo sempre tem um argumento forte na manga para manter os clubes reféns de seus interesses. Uma pena.

O dia em que os clubes brasileiros tomarem consciência da sua força, importância e abrangência, vão se valorizar muito mais. O Clube dos 13 ruiu e a hora é a agora dessa guinada com ações rentáveis. Cada clube deve negociar individualmente sua cota de TV, cada clube precisa formar sócios-torcedores que pagariam mensalidades. Outra idéia é a venda de produtos oficiais a preços acessíveis, além da oferta de produtos e serviços com a grife do clube. Desse modo, as agremiações brasileiras teriam as cotas de TV como quarta, quinta fonte de arrecadação e não a primeira, como é hoje.

Com patrocínios pipocando e até “poluindo” os uniformes o dinheiro entra com mais intensidade nos cofres dos clubes. Se ocorrer essa tomada de consciência para a valorização da marca de cada instituição, haveria a formação de novos torcedores (com os bons resultados dentro de campo), que se transformariam em consumidores e mantenedores dos clubes e isso representaria muito mais dinheiro e independência ao futebol brasileiro. A conseqüência: times fortes, estádios cheios e a redução drástica nas dívidas. Tomara que isso aconteça logo.

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios